Publicado em: terça-feira, 20/05/2014

Nova forma de tratamento contra a doença de chagas é mais eficaz e com menos efeitos colaterais

Nova forma de tratamento contra a doença de chagas é mais eficaz e com menos efeitos colateraisUma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, descobriu como transformar o tratamento feito contra a doença de chagas de forma mais eficiente e causando menos sofrimento para quem o faz. Foram 15 anos de estudos para que fosse possível desenvolver um composto que proíbe a enzima do Trypassonoma cruzi – o protozoário responsável pela patologia -, impossibilitar que o parasita possa se desenvolver no organismo. Apenas dois medicamentos que são responsáveis por amenizar os sintomas da doença podem ser encontrados.

A doença ainda não tem cura, por isso os pacientes precisam tomar remédios que aliviem os sintomas, entretanto, grande parte deles reclamam de efeitos colaterais que são causados após o uso. Os pesquisadores almejam por meio dessa pesquisa, poder desenvolver um medicamento com um princípio ativo que seja mais seletivo e aja apenas nas áreas mais prejudicadas. Segundo o professor Adriano Andricopulo, que está à frente do grupo de estudos, quanto maior a seletividade, maior será a eficácia do medicamento, reduzindo então a dosagem que vai ser utilizada dele e o tempo requerido para o tratamento.

Desenvolvimento

Para a realização da pesquisa, foi colocado em constato com o composto juntamente com as células humanas infectadas pelo Typanossoma. A intenção era eliminar os parasitas, de acordo com uma pesquisadora Wanessa Fernanda Altei. Já o pesquisador Rafael Guido, afirma que, a proteína fica bloqueada por uma pequena molécula e isso vai impedir que ela exerça a sua função principal.

O próximo passo será o teste em animais, se por acaso a enzima do protozoário for eliminada por completo, há uma expectativa de que até cinco anos possa existir um novo remédio para que a doença seja combatida. De acordo com Andricopulo, essa descoberta pode também ajudar outros tipos de males que são causados por conta dos parasitas. “Pode ser útil contra leishmaniose e doenças que têm vias bioquímicas parecidas e associadas. Talvez aí a gente tenha uma forma de desenvolver medicamentos”, completa.