Publicado em: quarta-feira, 20/03/2013

Notícias de descobertas humanas são mais compartilhadas que notícias “ruins” em redes sociais

Notícias de descobertas humanas são mais compartilhadas que notícias “ruins” em redes sociaisMás notícias são as que vendem, se existe sangue, mortes, existe destaque. Falta de notícia é considerado como uma boa notícia, e as boas notícias não são notícias. Essas regras são comuns na programação noturna da TV brasileiras e aos jornais durante a manhã, com base parcialmente em estatística, que são audiência e a circulação e parcialmente em instintos selvagens de produtores e editores de notícias.

As guerras, os terremotos, as pragas, os alagamentos, os incêndios, crianças que estão doentes, cônjuges que foram assassinados e outros sofrimentos e o caos tem tamanho proporcional com à cobertura dada aos jornais.

Porém atualmente a informação tem sido espalhada e está sendo monitorada de maneiras distintas, pesquisadores descobriram novas regras e estão sendo examinados o cérebro de pessoas e rastreando os e-mails postagens on-line, neurocientistas e psicólogos estão descobrindo que boas notícias podem vir a ser espalhadas de maneira mais rapida e chegar a lugares mais distantes que desastres e outras narrativas convulsivas.

O psicólogo social Jonah Berger da Universidade de Pensilvânia diz que a regra do se existe sangue funciona na mídia de massa que apenas quer que sintonize aquilo. Ele diz que a mídia quer apenas os globos oculares e não liga para o que a pessoa está sentindo ao ver tais cenas. Porém quando a pessoa compartilha mensagens junto a amigos e parentes, a pessoa tem maior preocupação de como eles irão reagir. Berger afirma que as pessoas não querem que o amigo seja uma espécie de Debbie Downer que era uma personagem do programa Saturday Night Live que chegava a interromper as conversas dos outros com opiniões negativas, e todos ficavam desanimados com isto.

Pesquisadores, quando analisam a comunicação entre pessoas, como os e-mails, as postagens na web e as conversas cara a cara, fizeram a descoberta que ela tende a ter caráter mais positivo do que negativo, porém isso não significa exatamente que as pessoas tem preferência por boas notícias. Havia dúvidas se as notícias positivas eram compartilhadas, pois as pessoas ficam se sentindo melhor quando recebem elas.

Para que pudesse averiguar esta possibilidade, o doutor Berger fez a observação de como as pessoas disseminavam determinado conjunto de notícias entre os vários artigos do site do New York Times. Ele e a colega Katherine Milkman, fizeram análises dos artigos que foram mais enviados em seis meses e compararam fatores como destaque das reportagens na página inicial do Times.

Uma das primeiras conclusões que tiveram e divulgaram foi que os artigos e as colunas das seções de ciência tinham muito mais envios através de e-mail que as demais. Berger descobriu que a ciência criava um sentimento que fazia com que as pessoas ficassem deslumbradas, e isto levava que leitores do site compartilhassem a emoção junto aos amigos e colegas.