Publicado em: quarta-feira, 18/07/2012

Nokia responde críticas pelo viral “perdi meu amor na balada”

Apesar da onde de comentários negativos e críticas recebidas ontem, dia em que a Nokia revelou que a campanha “perdi meu amor na balada” não passava de um viral, uma ação para promover um aparelho, a empresa se declarou satisfeita com o resultado da campanha.

Em entrevista a uma revista de economia, Flávia Molina, diretora de marketing da Nokia Brasil, afirmou que esta parte negativa e polêmica já era aguardada pela empresa, afirmando toda inovação apresenta lados positivos e negativos.

A campanha publicitária começou do dia 10 de julho, onde um jovem, Daniel Alcântara, pedia ajuda a milhões de internautas para encontrar Fernanda, uma garota que ele teria conhecido em uma balada e teria se apaixonado a primeira vista, mas teria perdido seu telefone e nem sabia seu sobrenome.

Mas a verdade é que Daniel é amigo de um dos sócios da agência de publicidade autora da campanha. De início, algumas pessoas sacaram que o vídeo não passava de um viral, mas um número bem maior de usuários ficaram comovidos com a história e tentaram ajudar Daniel na suposta busca pelo amor Fernanda. Daniel até chegou a ser questionado em seu próprio Facebook se a historio não passava de publicidade, o que ele negou.

De acordo com Flávia, isto também fazia parte do script, era preciso que ele mantivesse o personagem por uma semana. Mas Flávia revela que a ampla repercussão da história não estava prevista no roteiro da campanha. De acordo com dados revelados por ela, o vídeo contou com 500 mil visualizações, dentro de uma semana.

Apesar das críticas com a revelação, a gerente de marketing revelou ser motivo de celebração a conquista de tanta repercussão da campanha. Ela destaca que a empresa conseguiu gerar um engajamento ao tocar os usuários com uma história romântica, e o objetivo da Nokia é alcançar os jovens de classe A, B e C.

Parte técnica

Com a campanha “Perdi meu amor na balada”, a Nokia pretendia promover o celular Pure View 808, que custará cerca de R$ 2 mil, usando o sistema operacional Symbian, que já foi praticamente abandonado pela fabricante. Nas redes sociais, este foi outro grande motivo de críticas. De acordo com Flavia, é difícil comparar este aparelho com qualquer outro a venda no mercado.

A afirmação se deve as características do aparelho, que conta com uma câmera de 41 megapixels, por exemplo, um tipo de resolução que nenhuma outra tem. Flavia ainda revela os planos da empresa para integrar a linha Lumia a tecnologia Pure View, que ainda não está disponível nem mesmo nas câmeras.