Publicado em: sexta-feira, 07/10/2011

Nobel da Paz reconhece trabalho de três mulheres durante Primavera Árabe

O Prêmio Nobel da Paz de 2011 foi concedido nesta sexta-feira (07) a três mulheres ícones das revoluções da Primavera Árabe no Iêmen e na Libéria. Jornalista e ativista, a iemenita Tawakul Karman recebeu o Prêmio pela sua participação no ativismo político contra o regime do presidente Ali Abdullah Saleh. Os protestos no Iêmen começaram em 29 de janeiro deste ano, mas Karman vinha realizado atos contra o governo desde 2007.

As outras duas vencedoras são Leymah Gbowee, liberiana que conseguiu unir as mulheres para organizarem uma “greve de sexo”, e Ellen Johnson-Sirleaf, presidente da Libéria. A primeira conseguiu superar uma infância complicada pela fragilidade que facilitou a contaminação de rubéola, malária e cólera. Enquanto seu país estava passando por uma das piores guerras civis, Gbowee reuniu as mulheres para orarem juntas pela paz, superando as divergências religiosas. A “greve de sexo” veio em 2002 como consequência do crescimento do seu movimento com as mulheres.

As mulheres se uniram e recusaram sexo aos homens enquanto os conflitos não cessassem. A campanha chegou ao ex-chefe de guerra que se tornou presidente, Charles Taylor, que a procurou para começarem as negociações de paz. A iemenita, por sua vez, coordena o Conselho dos Jovens da Revolução Árabe e é presidente da organização Mulheres Jornalistas Sem Correntes. Karman foi presa antes dos protestos começarem e publicava artigos prevendo a revolução que veio a acontecer em janeiro.

A presidente da Libéria é a primeira mulher eleita democraticamente em um país da África. Johnson-Sirleaf volta a enfrentar as urnas neste ano, mas recebe acusações de compra de votos.