Publicado em: quarta-feira, 07/08/2013

Nicolelis: Pesquisador explica como será Exoesqueleto criado no Brasil

NicolelisNicolelis, o cientista brasileiro, divulgou nesta semana a primeira imagem do exoesqueleto robótico que sua equipe está produzindo, pelo projeto Walk Again, Andar de Novo em tradução livre. Nicolelis explica que a imagem apresentar como funcionarão os cinco módulos do esqueleto robótico e como será a mochila/suporte que controlará o equipamento. De acordo com o pesquisador, nos próximos dias serão divulgados pela equipe como funciona cada um dos módulos.

Nicolelis ainda divulgou que conseguiu na semana passada a última aprovação necessária para a continuidade das pesquisas do equipamento com o uso de humanos. A proposta do projeto que Nicolelis lidera é permitir que uma pessoa com paralisia consiga dar o pontapé inicial da Copa do Mundo que o Brasil recebe em 2014. Ou seja, tudo deve estar concluído até o início da atividade esportiva.

O projeto Walk Again atua explorando quais são as possibilidades de interação do cérebro com uma máquina, como forma de superar deficiências motoras até então irreversíveis. O projeto já conseguiu resultados bem sucedidos em experimentos com macacos, registrando bons avanços de atividades neuronais. Foi somente depois disto que o consórcio internacional que está responsável pelo projeto decidiu se reunir para anunciar quais seriam as próximas etapas, com testes em espécies humanas.

O que a o exoesqueleto propõe é que a pessoa consiga controlar com sinais do cérebro os passos, transmitidos de uma unidade como um notebook na mochila que a pessoa precisaria carregar por toda parte. O computador deve também ser capaz de traduzir sinais elétricos do cérebro e o exoesqueleto conseguiria estabilizar o peso do corpo, induzindo as pernas robóticas do portador de deficiência para que fosse possível coordenar os movimentos.

O exoesqueleto é um novo aparelho capaz de envolver os membros paralisados, mas visadamente as pernas. Ele deve ser conectado diretamente ao cérebro do paciente, que mandaria para a máquina os mesmo sinais para movimentar o robô como faria com sua perna natural. O sonho de Nicolelis é que o paraplégico consiga com facilidade chutar uma bola de futebol. Durante os testes, conseguiu fazer com que macacos movimentassem uma mão virtual, além de até sentirem um certo nível de tato.