Publicado em: quinta-feira, 17/04/2014

Nestor Cerveró foi a Câmara se explicar sobre a compra da refinaria

Nestor Cerveró foi a Câmara se explicar sobre a compra da refinariaNa última quarta-feira (16), o ex-diretor da área internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, foi a Câmara para se explicar sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006. A compra custou o equivalente a US$ 1,2 bilhão após os conflitos com a antiga proprietária e sócia, hoje este foi classificado pelo governo como um péssimo negócio e pela sua atual gestão.

A audiência está marcada para as 11h na Comissão de Fiscalização e Controle. No ano de 2006, Cerveró foi o responsável pela criação de um resumo executivo que conduziu o Conselho de Administração para aprovar por unanimidade a compra. Ainda no mês passado, veio à tona, a notícia de que a presidente Dilma Rousseff votou a favor da compra, então o Planalto fez uyma nota explanando a opinião de Cerveró: “Técnica e juridicamente falho” por omitir cláusulas lesivas do contrato que, se conhecidas à época, seguramente não seriam aprovadas”, afirma em nota.

Na mídia

A polemica em torno da refinaria se tornou alvo das investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladora-Geral da União (CGU) por conta das suspeitas de superfaturamento. Cerveró foi exonerado do cargo de diretor financeiro da BT Distribuidora. Na última terça-feira (15), durante uma audiência na Câmara, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse que a compra de Pasadena “não foi um bom negócio” e relacionou a Cerveró a elaboração do parecer que foi alvo de crítica por Dilma.

Ela disse: “Quem tem obrigação de leva-las é sim o diretor da área de internacional”. Quando teve início a crise na Petrobras que deu ênfase no nome de Cerveró, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Delcídio Amaral (PT-MS) negaram a indicação dele ao posto de estatal. Quando o assunto retornou a mídia e pouco antes de ser demitido da BR, Cerveró estava de férias na Alemanha e de acordo com informações, ele fez uma declaração de que não ia “morrer sozinho”.