Publicado em: segunda-feira, 19/05/2014

Negociações com detentos que se rebelaram e mantém reféns, está suspensa

Negociações com detentos que se rebelaram e mantém reféns, está suspensaNo último sábado (17), foram dadas por suspensas as negociações com os detentos que se rebelaram no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf), situado no bairro Santa Maria em Aracaju (SE). Quem está sofrendo as consequências da rebelião são os funcionários, quatro agentes penitenciários estão sendo mantidos como refém, um deles está ferido na cabeça, mas não corre risco.

Também há cerca de 120 parentes dos detentos que estavam no local para visitação e foram impedidos de deixar o local, até mesmo mulheres, crianças e idosos. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), as negociações foram suspensas, mas foram retomadas na manhã de domingo (18). Os detentos ainda tem agua e luz para utilizar no local. “Os familiares não são considerados reféns apesar de estarem impedidos de sair da unidade.

Na verdade eles são potenciais reféns porque muitos podem estar lá para proteger os parentes presos. Também não acreditamos que os detentos fossem machucar suas próprias famílias. Já os agentes penitenciários são chamados de reféns porque estão sendo ameaçados enquanto estão lá dentro”, relata o comandante-geral da Polícia Militar de Sergipe, Maurício Lunes.

Melhores condições no presídio

Os agentes que prestam serviço a Fundação reviver, administradora do presidio ainda estão sob ameaça dos internos, que estão armados com armas brancas que foram confeccionadas por eles mesmo, contendo pedaços de ferro, madeira e plástico. Um dos cães da equipe que era responsável pela revista, foi morto. Tudo começou quando o horário de visita estava chegando ao fim e no momento em que um deles estava fechando a Ala D.

Alguns agentes conseguiram escapar da ação. Mas logo que a polícia foi acionada, impediram que a rebelião se estendesse por outras alas. Quem estava a frente da rebelião, pediu que a imprensa e um repórter da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo, outros colegas também chegaram ao local apenas para exibir a real situação do que está acontecendo. Eles protestaram pela transferência de alguns presos da unidade, e até mesmo por condições melhores.