Publicado em: quinta-feira, 26/02/2015

Negociação para o fim dos bloqueios nas rodovias se aproximam de acordo

Na noite da última quarta feira, 25 de fevereiro, associações e sindicatos representantes dos caminhoneiros entraram em acordo com o governo, concordando com os termos propostos para colocar um fim nos protestos da categoria e nos bloqueios em rodovias federais ao longo de seis estados. A paralisação resultou em desabastecimento de produtos em diversos pontos do país, especialmente de combustíveis. Apesar da sinalização de acordo, as negociações ainda não tem o aval do Comando Nacional dos Transportes, que seria responsável pelo bloqueio em 100 pontos nas estradas federais.

O representando da entidade chegou a ser impedido de participar das negociações e garantiu na madrugada de hoje que tudo deve continuar bloqueado. Ele chegou a afirmar que os bloqueios podem até começar a barrar carros de passeio nas estradas a partir de agora. Segundo o representante, a medida visa mostrar ao governo que ele é a liderança que deve ser procurada para as negociações. O governo conseguiu entrar em acordo com parte da categoria ao se comprometer em sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem qualquer veto, além de não reajustar pelos próximos seis meses o preço do diesel. Outra promessa foi o facilitar o financiamento de caminhões.Negociação para o fim dos bloqueios nas rodovias se aproximam de acordo

Antes dessa tarde de negociações, o governo já havia conseguido na Justiça a liberação dos bloqueios nas rodovias de 11 estados. Até as 20 horas de ontem, em seis estados os caminhoneiros ainda mantinham os bloqueios. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos explicou que a sugestão é que a liberação das rodovias era indicada para a retomada da normalidade, considerando agora ganhos efetivos na prática da atividade profissional.

Assinaram a ata de reunião concordando com essas propostas 11 representantes de sindicatos e associações de caminhoneiros. Ainda assim, os representantes explicaram que não tinham como garantir que todas as estradas seriam desbloqueadas com o acordo, porque uma parte do movimento estava sendo levado de forma independente pelos profissionais. O ministro dos Transportes já explicou que as promessas só serão colocadas em prática quando todas as rodovias que estavam bloqueadas forem liberadas.