Publicado em: quarta-feira, 16/04/2014

“Não foi um bom negócio”, afirma a presidente da Petrobras em relação a compra da refinaria

Não foi um bom negócio afirma a presidente da Petrobras em relação a compra da refinariaNessa terça-feira (15), a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse durante uma audiência no Senado que, a aquisição da refinaria da Pasadena no Texas (EUA), não foi um bom negócio para a estatal. Ao todo, a refinaria teve um custo de US$ 1,25 bilhão e de acordo com Graça Foster, essa aquisição resultou em um prejuízo à Petrobras de US$ 530 milhões.

Ela ainda afirma: “Hoje, olhando aqueles dados, não foi um bom negócio, não pode ser um bom negócio. Quando você tem de tirar do seu resultado, não há como reconhecer que tenha feito um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil”, informou a presidente da Petrobras. Ela também ressaltou que durante a época da compra, ela foi aprovada por todos e estava dentro da diretriz da estatal de aumentar o refino de óleo no exterior.

Essa opinião da presidente foi divergente a uma declaração que o ex-presidente da empresa Sérgio Gabrielli deu no último dia, afirmando durante uma reunião entre os deputados do PT, que a aquisição da refinaria foi um bom negócio, e isso vai de acordo com as explicações que foram dadas pela presidente Dilma Rousseff sobre a sua aprovação da compra da refinaria em 2006, quando ainda comandava o Conselho de Administração da Petrobrás. Uma nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, informou que a compra foi feita com total base no documento “técnica e juridicamente falho” porque no caso, omitia duas clausulas contidas neles que se conhecidas seguramente, não seriam aprovadas pelo conselho na época.

Cláusulas obrigatórias

Na primeira cláusula do documento consta que era exigido um lucro mínimo por ano da empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras na refinaria, independente do mercado. A segunda clausula dizia que uma das sócias teria que comprar a parte da outra em caso de litígio. Foi por conta dessa regra que a Petrobras precisou pagar por US$ 1,25 bilhão pela refinaria.

Graça Foster explica durante a audiência do Senado que, em nenhum momento, no resumo executivo e na apresentação feita pela área internacional da Petrobras, foram citadas duas condições muito importantes. Não se falou da cláusula de Put Option e não se falou da cláusula Marlim. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a compra e não houve nesses dois documentos dessa reunião nenhuma citação à intenção e obrigatoriedade da compra dos 50% remanescentes, conclui.