Publicado em: sexta-feira, 19/09/2014

Na CPI da Petrobrás, Paulo Roberto Costa repete 18 vezes que não tem nada a declarar

Na CPI da Petrobrás, Paulo Roberto Costa repete 18 vezes que não tem nada a declararForam em média três horas de depoimento à CPI mista da Petrobras, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa por diversas vezes – mais precisamente, 18 – a frase “nada a declarar” e não quis responder as questões feitas pelos parlamentares da comissão. Por uma determinação da justiça, ele foi trazido de Curitiba por policiais federais, onde está preso, afim de atender à convocação da CPI. Costa fez um acordo com o Ministério Público do Paraná e com a Justiça Federal de delação premiada pelo qual teria apontado deputados, senadores, governadores e um ministro como beneficiários de um esquema de pagamento de propina com dinheiro de contratos da Petrobras.

O ex-diretor foi preso em março deste ano, quando aconteceu a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que foi responsável por investigar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se todas as informações que ele deu a policiais e procuradores garantindo ser verdade, Costa pode ter a pena reduzida. Assim que entrou na sala da CPI, por volta das 14h, Costa declarou que se manteria em silencio mesmo que a sessão fosse secreta, restrita apenas aos parlamentares, sem acesso ao público e a imprensa.

Sigilo

Essa opção foi proposta pelo presidente da comissão, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), com o intuito de resguardar o sigilo das informações que o ex-diretor pudesse fornecer. Vital questiona se ele, em uma sessão secreta, concordaria em colaborar com a comissão presente. Costa responde que pode ser sessão aberta, mas irá continuar com o mesmo posicionamento de nada a declarar. Mesmo Costa se recusando a dizer algo, os integrantes da CPI decidiram continuar realizando as perguntas. O ex-diretor não quis dar explicações e repetiu por 18 vezes que não tinha nada a declarar. De acordo com o relator.