Publicado em: domingo, 09/03/2014

Mulheres representam mais de 60% dos formandos nas universidades brasileiras

Mulheres representam mais de 60% dos formandos nas universidades brasileirasSe números apresentados recentemente apontavam redução na presença feminina no mercado de trabalho, contrariando discurso da presidente Dilma Rousseff, a participação das mulheres no ensino superior já ultrapassa em grande escala a dos homens. Dados do Ministério da Educação (MEC) apontem que a representação feminina nas salas de aula das universidades saltou de 59,9% no início da década de 90 para 61,2% nos tempos atuais.

O último levantamento aponta que, em 2012, 643 mil mulheres conquistaram o diploma do ensino superior, contra apenas 407 mil homens. Especialistas afirmam que esta característica não é surpresa, nem mesmo uma situação específica do Brasil, mas sim uma tendência natural, e que já gera questionamentos sobre a posição hierárquica feminina no mercado de trabalho, que ainda resiste em algumas áreas.

Um fator que potencializou esse avanço no índice de aproveitamento das mulheres no ensino superior é a dedicação delas ao estudo, e também o maior índice de repetência dos homens nos níveis anteriores da educação, que garantem o acesso à faculdade. Os resultados em avaliações como o Enem também refletem a maior dedicação feminina nas salas de aula.

Ganho de território

Porém, apesar da redução considerável no preconceito, ainda há diversas profissões que ainda apresentam divisões entre atividades femininas e masculinas. A mudança nesse panorama, segundo os especialistas, ainda ocorre de forma gradual, e tende a desaparecer com o tempo em relação às atividades onde ainda há predomínio de homens.

O panorama contrário, por sua vez, ainda não teve uma guinada, já que funções tradicionalmente dominadas pelas mulheres não tiveram aumento considerável de presença masculina. Dentre elas, estão especialmente as voltadas ao cuidado de outras pessoas, como pedagogia, serviço social e enfermagem. Mesmo com a redução do preconceito, o machismo ainda impede que os homens ingressem nessas carreiras.