Publicado em: terça-feira, 06/08/2013

Mulheres mais ricas sofrem mais agressões físicas de parceiros

Mulheres mais ricas sofrem mais agressões físicas de parceirosAcontece nesta segunda-feira, dia 5 de agosto o evento “Percepção da sociedade sobre violência e assassinato de mulheres” na cidade de São Paulo, capital do Estado. Conta com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci de Oliveira e divulgou uma pesquisa que muda parâmetros onde mulheres de classes mais baixas apanham de seus parceiros.

Uma pesquisa feita através do Data Popular junto ao Instituto Patrícia Galvão apontou 54% de pessoas com conhecimento de pelo menos uma mulher que sofreu agressão vinda de seu parceiro.

Baseando-se em classe social, um total de 63% contam com rendas familiares entre 5 a 13 mil reais mensais entre os que responderam conhecer ao menos uma destas vítimas. Este número caiu em 54% na classe média, onde a renda é entre 1,6 a 2,999 mil reais mensais e para 53% na classe baixa, com rendas de 242 a 1.098 reais mensais.

De acordo com Eleonora Menicucci de Oliveira, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, as mulheres que são ricas não tem a violência publicada nas mídias, apenas as mulheres que são pobres acabam sendo contabilizadas, expostas, denunciam, pois além de tudo, elas dependem de políticas públicas.

Ainda de acordo com os dados do levantamento, entre os brasileiros, 56% conhecem uma pessoa do sexo masculino que agrediu a parceira e ainda 69% sabem que a violência doméstica não é privilégio de famílias pobres.

A pesquisa colheu dados de 1.501 entrevistados em 100 cidades sorteadas em todas regiões, no período entre 10 a 18 do mês de maio deste ano. Somente 2% dos entrevistados não conheciam a Lei Maria da Penha, em vigor sete anos atrás, com mecanismos em prevenção e punição para violências e abusos contra mulheres no país.