Publicado em: quinta-feira, 16/08/2012

Mulher ganha ação e pode receber R$ 1 mi de empresa de remédios

Mulher ganha ação e pode receber R$ 1 mi de empresa de remédiosO Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu em favor de uma mulher de 35 anos que afirma ter desenvolvido uma grave síndrome em decorrência do uso da Novalgina (dipirona sódica). O fabricante do remédio foi condenado a pagar R$ 1 milhão á vítima.

O valor da indenização é fixado em 1° instância e mantém a determinação decidida de júri que o fabricante pague pensão mensal, que é de um salário mínimo até que a beneficiária complete 60 anos e todos os tratamentos futuros de Magnólia Almeida.

A empresa responsável pela fabricação do medicamento, Sanofi-Aventis, afirmou que a síndrome que ela desenvolveu não pode estar relacionada com o uso do remédio e afirmou que vai recorrer da decisão.

No ano de 2007, Magnólia desenvolveu a síndrome de Stevens- Johnson, que atinge a pele a as mucosas, bocas, olhos e genitais, onde se formam bolhas que parecem queimaduras. Na maioria dos casos a doença só inicia após uso de medicamentos ou aparecimento de infecções. A incidência é de 7,1 para cada um milhão de pessoas. Magnólia afirma que todos os sintomas só começaram após ter tomado dois comprimidos do remédio, que já tinha o hábito de utilizar, em tempos de oito horas espaçadas, para que ajudassem a controlar a dor e a febre. Em seguida ela relatou que seus olhos ficaram irritados e surgiram pequenas bolas no corpo. Isso fez com quela fosse parar no hospital.

Para a vítima, a decisão da justiça é um “sucesso que ninguém gostaria de ter”. Ela teve 90% do corpo queimado, infecção generalizada e insuficiência renal. Ela já passou por 35 cirurgias nos olhos e mais seis transplantes de córnea.

Na decisão tomada, os desembargadores citaram laudos médicos e técnicos para conseguirem relacionar o aparecimento da síndrome com o uso do medicamento.