Publicado em: sábado, 16/07/2011

Mulher de diretor-executivo interino do DNIT faturou R$18 milhões em obras do departamento

O diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), José Sadok, foi afastado nessa sexta-feira (15) após surgirem mais denúncias relativas ao superfaturamento do Ministério dos Transportes. A acusação que diz respeito a Sadok é com relação às licitações feitas entre 2006 e 2011 com a empresa Araújo Ltda., cuja dona é a sua mulher. Dessa vez, quem deu a notícia foi o jornal Estado de S. Paulo com uma reportagem que mostra faturamento de R$18 milhões em obras de rodovias.

O novo ministro dos Transportes, Paulo Passos (PR), informou que talvez seja indicado ainda hoje o nome de quem deverá substituir Sadok no seu cargo. O ministro e a presidente, Dilma Housseff, teriam realizado uma reunião hoje para discutir quais as possibilidades para assumirem o posto de diretor-executivo.

De acordo com Passos, “não estamos trabalhando por antecipação, imaginando demissões. Eventualmente, se houver necessidade de fazer algum ajustamento na equipe, seja internamente no ministério, ou no Dnit, faremos.” Além disso, o nome de Sadook foi o indicado para substituir interinamente o de Luiz Antonio Pagot, que já havia sido substituído por conta de acusações prévias de envolvimento no caso de superfaturamento. Ao contrário de Sadok, Pagot resolveu tirar férias quando seu nome foi citado no esquema de corrupção.

O início do escândalo do Ministério dos Transportes foi noticiado pela revista Veja, que mostrou nomes filiados ao PR, mesmo partido do ex-ministro da pasta, Alfredo Nascimento, e do atual, que estariam diretamente envolvidos com o esquema de liberação das licitações com superfaturamento para receberem propina.