Publicado em: segunda-feira, 30/07/2012

Mulher de Cachoeira é acusada de Corrupção ativa e Polícia Federal cumpre mandato em sua casa

Mulher de Cachoeira é acusada de Corrupção ativa e Polícia Federal cumpre mandato em sua casaNa manhã de hoje (30), a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa da mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Andressa Ramos Mendonça foi acusada de fazer uma oferta ao Juiz Federal Alderico Rocha Santos para que seu companheiro conseguisse que a decisão judicial fosse á seu favor. Se a denúncia for confirmada, Andressa vai se enquadrar no crime de corrupção ativa. Essa não é a primeira vez que ela é acusada de envolvimento nos processos em que seu marido é indicado.

A suspeita

Segundo dados da documentação que foi apreendida na operação Monte Carlo, tudo indica que Cachoeira comprou uma fazenda no valor de R$20 milhões e transferiu para o nome de sua companheira, Andressa. O pedido de apuração do suposto uso da esposa foi feito pelo Ministério Público Federal á Polícia Federal. Segundo interceptações feitas pela PM no início das investigações, a fazenda, que está localizada entre Santa Maria e Luziânia, no estado de Goiás, teria sido comprada com o intuito de dividir partes do terreno e revender pequenos lotes. Como foi acusado de usucapião, a terra está sendo pleiteada e existe um processo de legalização em Brasília.

A desconfiança contra a mulher do bicheiro começou quando ainda em investigação,a polícia encontrou no computador de Gleyb Ferreira (também acusado deenvolvimento no esquema do jogo do bicho) a cópia de um contrato que dizia “compra e venda com recibo de sinal” registrado no nome de Andressa. A fazenda seria passada do nome de Dinah Cardoso Mendes e Norgente Pereira Mendes para Andressa, que realizaria a compra. O sinal que foi oferecido foram três carros automáticos da Mitsubishi. Essa compra foi realizada quase um mês antes de o contraventor ser preso e existem gravações feitas pela Operação Monte Carlo que indiciam o uso de laranja na compra. Nelas, Cachoeira explica detalhadamente como seria o processo de compra dizendo que o nome da empresa e o CPF deveriam ser entregues para o Geovani, para que ele pudesse escriturar 25% da área como se fosse do ramo imobiliário. Andressa respondeu as acusações dizendo que o contrato de compra e venda da fazenda, que estava datado em 30 de janeiro, não teria sido assinado.