Publicado em: segunda-feira, 03/06/2013

Mulher com gestação de risco alto terá mais assistência

Mulher com gestação de risco alto terá mais assistênciaMinistério da Saúde anunciou que vai aumentar os investimentos na qualificação e ampliação nos serviços considerados especializados no que diz respeito ao atendimento médico às gestantes com gravidez considerada arriscada. A portaria publicada na sexta-feira, dia 31, no Diário Oficial da União, determina que bebês e gestantes tenham atendimento especial. O Ministério da Saúde estima que o investimento seja de R$ 123 milhões todos os anos para que 390.000 gestantes possam ser atendidas de maneira adequada.

Conforme o Ministério, atualmente o número de maternidades credenciadas pelo governo federal e tidas como referência no atendimento a gestações consideradas risco alto chega a 196. A estimativa do governo com a divulgação da portaria é que possa aumentar para 390 o número de maternidades. Além disso, espera-se que a quantidade de leitos hospitalares com qualificação seja de 2.885 até o ano de 2014. Os hospitais habilitados para tratamento de gestantes consideradas com risco tipo um, que é o de complexidade mais baixa, e risco maior, o tipo dois, que é o de complexidade maior, terão quantias diferenciadas para cada tipo de procedimento, como cesarianas e partos de gestantes de risco tidos como altos.

Os leitos obstétricos com classificação para atendimento de alto risco receberão repasse de R$ 220 ao dia. Já os leitos obstétricos recentemente habilitados terão R$ 220 como forma de incentivo e outros R$ 260 que correspondem a diferentes procedimentos.

Casas da Gestante

A portaria também trata dos recursos destinados à ampliação, implantação e a reforma, assim como o custo para manutenção das “Casas da Gestante, Bebê e Puérpera”, locais que têm vínculo com as maternidades que prestam atendimento a mulheres com gestação consideradas de risco alto. Ao longo de 2012, o Ministério da Saúde aponta que houve aprovação de 33 novos projetos que visam a implantação de novas unidades por todo o Brasil. Deste total, 14 projetos seriam para construção de novas unidades, 17 projetos para permitir a ampliação de outras e dois que seriam reformados. Com isso, a previsão é que até o final de 2014, 18 Casas estejam funcionando.

Para o governo, gestação chamada de alto risco são aquelas em que as mulheres possuem doenças determinadas que tem a possibilidade de se tornar mais grave ao longo da gestação ou ainda desencadear problemas no período gestacional, entre eles diabetes, hipertensão, infecções, doenças do sistema circulatório e do coração.