Publicado em: sexta-feira, 04/05/2012

Mudanças na poupança estimularão concorrência, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que com a continuidade da diminuição das taxas de juro, será possível estimular a concorrência entre as instituições financeiras. Segundo ele, essas mudanças são saudáveis para o mercado.

Mantega explicou ainda a nova formula de cálculo do rendimento e disse que os bancos e fundos de investimento serão obrigados a reduzir a taxa de administração para manter os clientes. O ministro fez ainda estimativas sobre um cenário de 8% da taxa Selic. Ele disse que com esse pano de fundo a poupança apresentará um rendimento de 5,6% ao ano e o fundo de administração terá uma taxa de 0,5%, pagando então 5,7%. Se a taxa de administração for maior, os fundos apresentarão rendimento menor do que a poupança.

Segundo o ministro Mantega, os fundos serão obrigados a reduzir a taxa de administração para manterem os clientes se os juros continuarem caindo como está sendo previsto pelos economistas. O exemplo dado pelo ministro foi de 2010, quando o Banco Central reduziu a Selic para 8,75% ao ano. Naquele momento, assim como agora, os bancos precisaram se adaptar à concorrência. Além disso, ele estima que a mudança na caderneta de poupança vai reduzir o valor do crédito em geral. Segundo Mantega a lógica é que com custo menor na poupança, os empréstimos terão custo menor. Ele avalia ainda que os bancos querem adquirir novos clientes e para isso vão reduzir o custo financeiro, emprestando dinheiro a juros menores e mais satisfatórios aos clientes.

A remuneração da poupança passará de 6,75 mais taxa referencial (TR) para essa taxa mais 70% da Selic. Isso vai ocorrer quando a Selic chegar a 8,5%. Agora ela está em 9% ao ano. Essa mudança vale somente para depósitos feitos a partir da edição da medida provisória com a alteração. Com essa mudança, o governo poderá continuar baixando os juros sem prejudicar os grandes investidores, que poderiam deixar de comprar títulos públicos para migrarem para a poupança.