Publicado em: quarta-feira, 14/03/2012

Mudança no IOF não deve ter efeito duradouro, diz pesquisador

Embora o governo tenha aumentando o período para cobrança de IOF com o objetivo de conter a desvalorização do dólar, essa nova medida não deve ter um efeito contínuo. Essa é a opinião do pesquisador da FGV, Armando Castelar. Segundo ele, a medida é positiva, no entanto seu efeito é de curto prazo e logo o real se valorizará novamente. A medida foi decretada na segunda-feira (12) e elevou de 36 meses para 60 meses o período de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A regra vale para as operações feitas a partir desta semana.

A medida prevê que, o dinheiro que entra no país a partir de agora precisa ficar aqui no mínimo cinco anos para que não seja feita a cobrança de 6% de IOF. Somente com esse período mínimo que o investidor não pagará o imposto. O governo espera que com essa ação haja uma entrada menor de dinheiro no país. Não é a primeira vez que esse prazo é estendido. Até 29 de fevereiro o tempo mínimo era de dois anos, mas no dia primeiro de março foi estendido para três anos. Em menos de um mês o Banco Central aumentou para cinco anos.

Segundo o pesquisador da FGV, a medida contribuiu para diminuir a entrada de dinheiro de especuladores no país, pois evita a entrada de capital de curto prazo, no entanto o efeito real será pequeno, pois há outras formas de entrar dinheiro no país por meio de investimento direto, por exemplo. Por tanto é uma ação que terá um efeito pouco duradouro e logo não será suficiente para conter a alta do real em relação à moeda americana. Castelar disse ainda que o efeito é reduzido, pois o cenário internacional contribui para aumentar a entrada de capital no país e ajuda ainda a valorizar a moeda brasileira.