Publicado em: terça-feira, 12/06/2012

Mubarak afirma que autoridades egípcias querem matá-lo

Em dois de junho, o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, de 84 anos, foi condenado à prisão perpétua, tendo permanecido preso desde então. Na tarde de ontem, segunda feira (11), o ex-presidente chegou a sofrer duas paradas cardíacas e acusou as autoridades do Egito da tentativa de matá-lo dentro da prisão. A informação foi divulgada por Farid el Dib, o principal advogado do ex ditador, que o defendeu ao longo de seu julgamento devido a repressão da revolta que era contrária a seu regime, resultando em 850 mortos no início do ano passado.

O advogado el Dib visitou Mubarak no último sábado (09), acrescentando ainda que o estado de saúde dele é bastante crítico. Isso pode ser devido as condições precárias da ala médica na prisão. Um fonte penitenciária informou também ontem que o estado de saúde do ditador piorou muito nos últimos dias, com constantes desmaios e paradas cardíacas.

Uma fonte médica da prisão, localizada no sul do Cairo, que não quis ser identificada, afirmou que o ex-presidente teria sofrido duas paradas cardíacas, a ponto de a equipe médica precisar recorrer ao desfribilador. De acordo com esta fonte, a situação da saúde de Mubarak teria piorado bruscamente.

Condenação

Mubarak foi condenado à prisão perpétua pelas ações de repressão contras as manifestações de revolta contra seu regime, no começo do ano passado. A responsabilidade direta de Mubarak não foi apontada pelo tribunal, mas sua condenação envolve a responsabilidade por não ter tomado as iniciativas para evitar as mortes de mais de 800 manifestantes.

De acordo com o advogado Farib, ele “consideraria o Ministério do Interior e o procurador-geral responsáveis se Mubarak falecesse na prisão”, pela ausência de um adequado atendimento médico. O que as autoridades afirmam recear é que uma transferência para hospital deixe a população muito nervosa, neste difícil momento que o Egito vive.

Apesar de o ditador ter aparecido em seu julgamento deitado em uma maca, muita gente pensa que isso foi apenas uma estratégia para despertar a simpatia e compaixão do povo.