Publicado em: segunda-feira, 12/03/2012

MST espera avanço da reforma agrária com Pepe Vargas

Depois que Dilma Rousseff anunciou, na última sexta-feira (9), a troca de ministros no Ministério do Desenvolvimento Agrário, os setores ligados à reforma agrária já apresentaram seus pontos de vista a respeito da alteração feita pela presidente. Os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) esperam que, com o novo ministro, haja avanços significativos nos assentamentos. De acordo com o MST, o ano de 2012 pode ser melhor que 2011 com a entrada de Pepe Vargas (PT-RS) no lugar de Afonso Florence para comandar a pasta.

Alexandre Conceição, que é um dos coordenadores nacionais do MST, disse que em 2011 somente 22 mil famílias receberam suas terras e salientou que este é o pior número constatado nos últimos 16 anos. Para exemplificar a situação do movimento, Conceição usou o caso de Pernambuco. Segundo ele, em 2011 foram contabilizadas 15 mil famílias acampadas no estado, no entanto o governo deu subsídios para assentar apenas 102 delas.

Na perspectiva de Conceição, a troca de ministros feita por Dilma também significa que a presidente estava descontente com os resultados de 2011 a respeito da quantidade de famílias assentadas com o auxilio do governo federal. Dilma tem conhecimento a respeito dos números insuficientes de 2011 por isso optou pela mudança, disse ele. Agora, o movimento espera que com Pepe Vargas no comando da pasta, a reforma agrária seja acelerada. Conceição reafirma que, independente do ministro que esteja no comando do ministério, o movimento nacional vai sempre buscar novas verbas para o setor.

Embora o MST acredite que Dilma estivesse insatisfeita com Afonso Florence, em nota divulgada pela presidente, ela agradeceu o trabalho do ex-ministro e disse que ele contribuiu para fortalecer a agricultura familiar e diminuir a pobreza na zona rural. A nota não esclareceu se a saída de Florence foi uma decisão do executivo ou do próprio ministro.