Publicado em: quarta-feira, 19/03/2014

MPT-PR é contra adolescente como gandula na Copa do Mundo

MPT-PR é contra adolescente como gandula na Copa do MundoSe tem um lugar do qual a Fifa deve estar muito arrependida de ter escalado como sede da Copa de 2014, é o Paraná. Estádio atrasado, obras de mobilidade estagnadas e muita intriga na justiça. A mais nova é uma ponderação do Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) quanto à participação de adolescentes como gandulas nos jogos.

Para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não há qualquer problema em jovens menores de 18 anos realizarem a função. Porém, a procuradora paranaense Margaret Matos de Carvalho acredita que a atividade expõe os adolescentes a diversos riscos como agressões e pressão psicológica. Ainda segundo ela, os jovens ficariam expostos a abusos e maus tratos.

O MPT-PR deve ajuizar uma ação civil pública para impedir a atividade em todo o Brasil durante o mundial. A alegação é que a Constituição Federal proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos, a menos que sejam qualificados como aprendizes, o que é permitido a partir de 14 anos.

Pouco importa a vontade

Essa opinião, no entanto, vai contra o interesse dos próprios adolescentes que estão sendo “protegidos” pelo MPT-PR. O número de garotos e garotas interessados em atuar nos quatro jogos da Copa do Mundo na Arena da Baixada é crescente. Alguns dos interessados já participaram da Copa das Confederações, e pertencem às categorias de bases do Coritiba.

No entanto, para a procuradora Margaret Matos de Carvalho, que vem ganhando grande exposição graças ao tema, a vontade dos jovens em participar do evento não faz a menor diferença. Segundo ela, o único direito deles é o do não trabalho. Este posicionamento tem irritado não só os jovens, mas também seus responsáveis, por acreditarem que a falta de “jogo de cintura” da procuradora está afastando deles uma chance única de estarem próximos a grandes ídolos, e poderem dizer que participaram do maior evento esportivo já realizado no Brasil até então.