Publicado em: segunda-feira, 03/09/2012

Movimento antiantena busca frear antenas irregulares em São Paulo

Movimento antiantena busca frear antenas irregulares em São PauloEm um vantamento feito relacionado á instalação de antenas de celulares irregulares, oito ações judiciais dos moradores foram feitas contra as antenas de telefonia móvel em bairros distintos como Jardins, Santana e Santa Efigênia.

As reclamações são contra as instalações em local proibido. Alguns moradores de edifícios chegam a afirmar que a locação de área comum para as operadoras não chegou a passar pelo quórum mínimo em assembleias, além de alguns relatos de diversos problemas de saúde, bem como de interferência na estrutura do prédio.

Para o morador Helio Gomes de Paula, 59, que mora no último andar de um prédio localizado no centro, em cima da laje de seu apartamento foi instalada, já no início do ano, uma antena da empresa de Telecomunicações Claro, mesmo apesar da prefeitura ainda estar analisando o pedido para o alvará.

O laudo feito por um engenheiro chega a apontar que a instalação provocou várias rachaduras e diversas infiltrações no apartamento, além de não serem consideradas algumas normas que estabelecem as regras para o recuo e a distância da antena em relação à moradia. Hélio afirma que a antena faz muito barulho. Ele explica que não consegue dormir, e fica com um ‘zum’ na cabeça.

A prefeitura admitiu que uma enorme parte desses equipamentos não está dentro dos conformes da lei, tanto que uma ação está sendo movida contra as principais operadoras de telefonia móvel como tentativa de resolver o problema.

No caso do Planalto Paulista, já que se trata de uma área essencialmente residencial, nenhuma antena tem autorização para ter sido colocada no local. Mas ela funciona, segundo a prefeitura, por meio de uma liminar. Para a bióloga Tsugui Nilsson, integrante da associação de moradores do bairro em questão, a maior preocupação é com a radiação que a antena emite. Outros casos que também foram levados á justiça relatam os mesmos receios. No ano de 2011, um morador de um dos condomínios localizados em Santana (na zona norte), entrou com uma ação para a retirada da antena do prédio. A argumentação era de que os riscos á saúde eram muito grandes. Porém, o laudo mostrou que a emissão da radiação que sai da antena era muito baixa e, em fevereiro deste ano, a Justiça não aceitou o pedido do morador.