Publicado em: quarta-feira, 05/11/2014

Motoristas e cobradores interrompem serviços em São Paulo e fecham todos os terminais municipais da cidade

Motoristas e cobradores interrompem serviços em São Paulo e fecham todos os terminais municipais da cidadeMotoristas e cobradores da cidade de São Paulo cruzaram os braços nesta quarta-feira, o ato que estava marcado para acontecer às 10h da manhã já causa transtornos as pessoas que dependem de transporte público na cidade, já que todos os terminais municipais da cidade se encontram fechados, segundo informações da SPTrans.

Mesmo estando marcada para as 10h da manhã, o ato teve início às 09h45, através desta paralisação os motoristas e cobradores pedem por mais segurança no trabalho, o ato é também contra os ataques feitos à coletivos, devido à paralisação as 11h da manhã a Companhia de Engenharia de Tráfego já registrava um congestionamento de 90quilômetros nas vias de São Paulo, sendo desses, 33 quilômetros, somente na zona Sul da cidade.

Um protesto ocorre em frente ao terminal Dom Pedro 2º, lá os motoristas e cobradores estacionaram um ônibus em frente ao local, o que impossibilita que qualquer coletivo adentre ou deixe o terminal, segundo o presidente do sindicato dos motoristas e trabalhadores em transporte rodoviário urbano de São Paulo, José Valdevan, a orientação que foi dada era para que os motoristas parassem os coletivos no interior dos terminais e não nas vias públicas.

A paralisação estava com duração prevista de quatro horas, sendo assim, esta iria das 10h da manhã até às 14h, mas depois de uma reunião que foi realizada entre o sindicato, que representa os trabalhadores, a secretaria estadual de secretaria Pública e também as policias Civil e Militar, ficou acertado que o manifesto dos motoristas e cobradores teria duas horas de duração e, portanto, se encerraria às 12h desta quarta-feira.

Desde o primeiro dia do ano até o dia 3 do mês de novembro, houve registros de 98 ataques feitos a ônibus do transporte público, além disso, também há registro de 21 ataques ocorridos às cooperativas que tem sua atuação na periferia de São Paulo, no ano passado o número referente a ataques à coletivos eram de 53.

Através de um comunicado o sindicato das empresas, dizem que apoiam os objetivos para qual o protesto foi feito, mas diz que seu apoio não se estende a interrupção dos serviços, já que desta maneira é a população quem sai prejudicada.