Motoristas e cobradores de ônibus voltam a trabalhar em Curitiba

A greve dos motoristas e cobradores de Curitiba que começou na madrugada de terça-feira (14) terminou. Em assembleia realizada na tarde de ontem (15), os trabalhadores aceitaram a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Setransp). Desta forma, os ônibus já retornaram às ruas e o transporte coletivo da cidade já foi normalizado.

Com a proposta, os motoristas e cobradores devem receber aumento de 10,5% no salário e incremento de R$ 95 no vale-alimentação. Além disso, um abono único de R$ 300 deverá ser pago no mês de junho. Com os reajustes o salário (já com o vale refeição adicionado ) dos motoristas será de R$1701, 69 e o dos cobradores R$ 1051,29.

Aderson Teixeira, presidente do Sindimoc, comemorou o avanço das negociações. “Nos deixa ainda mais felizes para as próximas etapas. Além do reajuste, também conseguimos um abono em junho, que é uma novidade aos trabalhadores”, afirmou. Ele também garantiu a volta imediata das frotas de ônibus.

A greve

O protesto dos motoristas e cobradores afetou cerca de 2,3 milhões de passageiros que dependem do transporte público todos os dias em Curitiba. A principio, os funcionários reivindicaram um reajuste de 40% no salário e 100% de aumento no vale-alimentação. Durante a primeira audiência conciliatória, a proposta patronal foi de 8%, e o incremento no vale-alimentação foi de R$ 95.

Em função da paralisação, a Urbanização S/A (Urbs), que administra o transporte coletivo em Curitiba, autorizou que lotações de carros e vans particulares se cadastrassem junto ao órgão. Mais de 90 veículos receberam um adesivo de identificação que autorizava a cobrança da taxa de R$ 5 por passageiro em cada corrida. Até o final da greve, as canaletas que são de uso exclusivo dos ônibus puderam ficar à disposição destes motoristas e dos táxis.

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