Publicado em: quarta-feira, 23/04/2014

Mortos em naufrágio na Coreia do Sul passa de 120

Mortos em naufrágio na Coreia do Sul passa de 120A Guarda Costeira já contabiliza a morte de 121 pessoas no naufrágio que aconteceu na Coreia do Sul. Ainda estão sendo procuradas 181 passageiros. A maioria das pessoas que estavam à bordo da balsa era de estudantes que faziam um passeio com colegas de escola. O acidente aconteceu no dia 15 de abril.

A embarcação Sewol tombou e começou a afundar durante a noite. Até o momento, 174 vítimas foram resgatadas com vida e identificadas. No total, havia 476 passageiros sendo 339 professores e estudantes. A viagem foi planejada como uma confraternização durante o feriado de Páscoa.

O primeiro pedido de ajuda veio de um garoto, cerca de três minutos depois que a balsa fez a curva e virou. O menino ligou para a emergência do país com a voz bastante trêmula. A ligação foi repassada para os bombeiros e a Guarda Costeira foi acionada. Depois disso, os órgãos receberam cerca de 20 telefonas das pessoas a borda pedindo socorro.

Choi, o garoto que realizou a primeira ligação telefônica, ainda não foi encontrado. O bombeiro que atendeu o chamado revelou em entrevista à TV MBC que Choi dizia para alguém salvar a ele e os demais passageiros de um barco que estava afundando. O bombeiro solicitou que o garoto dissesse o telefone do capitão da embarcação.

A balsa afundou na região da ilha de Jeju e na região portuária de Icheon. O capitão era Lee Joon-seok. Ele tem 69 anos e foi detido junto com todos os tripulantes. Além deles, os proprietários da balsa estão sob investigações. Há indícios de que haja irregularidades de finanças.

A suspeita é que a tripulação não soube agir durante o acidente e deram orientações erradas aos passageiros. O capitão, por exemplo, foi o primeiro a deixar a balsa. Além disso, os tripulantes pediram para as pessoas não saírem de seus lugares no momento em que a balsa já estava virando. Essa atitude foi considerada pela presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, como homicídio.

Como é habitual na hierárquica cultura sul-coreana, muitos dos estudantes não questionaram os mais velhos e acabaram pagando com sua vida pela obediência.