Publicado em: sexta-feira, 24/02/2012

Mortes durante a gestação tiveram queda de 19%

O Ministério da Saúde informou que problemas na gravidez têm provocado menos óbitos no Brasil em 2011. Os dados foram anunciados nesta quinta-feira (23) através de um balanço feito sobre a mortalidade materna.

De acordo com as informações apresentadas, de janeiro a julho 705 mulheres morreram vítimas de problemas durante a gravidez. Esse número é 19% menor que o mesmo semestre de 2010, quando foram registrados 870 óbitos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera como morte materna aquela ocorrida durante a gestação ou em até 42 dias depois. Dessa contagem excluem-se os casos como acidentes e crimes. Mesmo com a apresentação deste relatório, o Ministério da Saúde afirmou que os dados não são completos, pois há casos em investigação. Todos os anos mais de 60 mil casos de morte entre mulheres são investigados.

Em 2010, período em que há dados completos, foram registrados um total de 1.617 mortes relacionadas à gestação. Destaca-se a região Sudeste e Nordeste com a maior quantidade de casos. Foram 569 e 537, respectivamente. Embora os números ainda sejam significativos, o ministro Alexandre Padilha disse tendem a reduzir cada vez mais. Segundo ele, 2011 deve apresentar a menor taxa de mortalidade materna desde os anos 2000. Essa diminuição é resultado da política chamada de Rede Cegonha, com 40 mil mulheres fazendo o pré-natal precoce no SUS.

Padilha anunciou que o índice de mortalidade de 2010 foi de 68 mães para cada 100 mil nascidos. A meta do Brasil é que seja apenas 35 para cada 100 mil até 2015. Os óbitos registrados são resultados, em 80% dos casos, de complicações ocorridas durante a gravidez, como hemorragias, hipertensão e desprendimento de placenta. Outras doenças, como câncer e cardiopatias, provocam de 15 a 20% das mortes.
Em 2010, o que mais causou mortes foi a hipertensão. Foram 13,8 mortes para cada 100 mil nascidos. Em segundo lugar esteve a hemorragia, com 7,9.