Publicado em: sábado, 26/05/2012

Mortalidade materna tem queda recorde de 21%

De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde e que comparou dados de janeiro a setembro dos anos de 2010 e 2011, a mortalidade materna caiu 21% entre esses anos.

O resultado surpreendeu por ser expressivo já que, segundo Alexandre Padilha, ministro da Saúde, nos últimos 10 anos as reduções registradas nessas comparações a cada ano giravam em torno de 5% a 7%.

Em 2011, aconteceram 1038 mortes em consequência de complicações na gravidez e no parto. No ano anterior, o número registrado foi o de 1317 mortes.

Essa queda recorde aconteceu graças a expansão e a melhor qualidade do pré natal realizado pelas grávidas. De acordo com o governo federal, a expectativa é de que nos próximos anos sejam registradas quedas que também ultrapassem a taxa de 20%. Padilha ressaltou ainda que pela primeira vez o país alcançou o número de 1,7 mulheres grávidas que fizera pelo menos 7 consultas do seu pré-natal.

Ainda de acordo com esse levantamento, o caminho para que a satisfação das pessoas que utilizam os serviços da rede pública de saúde ainda é longo. Um outro estudo que foi feito no ano passado, mas divulgado também nesta sexta-feira (25), mostrou que uma a cada quatro mulheres alegaram ter sofrido negligência, maus-tratos ou ainda violência institucional quando foram receber atendimento na rede pública de saúde.

Para que esse número seja menor no futuro, o governo federal começou a telefonar para as mães alguns meses após o parto para saber como foi o serviço médico-hospitalar pela unidade de saúde que faz parte da rede pública.

Porém, a grande dificuldade encontrada tem sido achar as mães nos números fornecido nas fichas de cadastro. Das 75 mil mulheres para as quais o Ministério da Saúde telefonou, só 25 mil foram encontradas e apenas 9 mil quiseram responder todas as perguntas para avaliar o atendimento recebido.