Publicado em: terça-feira, 12/08/2014

Montadoras adotam medidas para reduzir a produção; 2,8 mil funcionários tiveram os contratos suspensos

Montadoras adotam medidas para reduzir a produção; 2,8 mil funcionários tiveram os contratos suspensosPassando por uma baixa nas vendas, influentes montadoras de carros, caminhões e ônibus resolvem adotar medidas que reduzam a produção. Unidas, Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Man Latin America adiaram por tempo indeterminado os contratos de 2,8 mil funcionários esse ano. A General Motors ainda está em fase de negociação com o sindicato de trabalhadores, pelo chamado lay-off. O setor é responsável por empregar mais de 105,3 mil pessoas em todo o Brasil, somente 4,2% menor que o que foi registrado no mês de julho do ano passado – 156,9 mil.

Uma saída para as empresas foram as férias coletivas, as montadoras aproveitaram o período durante a Copa do mundo para pararem, ainda assim, os anúncios de paralisação temporária permanecem. Houveram empresas que estabeleceram o plano de demissão voluntária (PDV) e diminuíram significativamente os turnos e jornadas de trabalho com banco de horas. Todas essas medidas foram tomadas para que o ritmo de produção passasse a ser mais lento e os funcionários fossem se adequando.

Queda nas vendas

De acordo com o presidente da associação de fabricantes (Anfavea), Luiz Moan, quase todas as empresas estão passando pela fase do reajuste. As que são associadas estão lutando para preservar os postos de trabalho, mas o número reduzido de funcionários tem se dado por meio de demissões voluntárias, em sua grande maioria de funcionários que estão perto de se aposentar. O lay-off é usado para apontar uma expectativa que o mercado irá subir novamente. Segundo um levantamento feito entre os meses de janeiro e julho, o país marcou uma média de 1,95 milhão de venda de veículos, tendo uma queda de 8,6%. Em apenas sete meses, foram estabelecidas no país 1,82 milhão de unidades, após ter passado por um recorde de 2,2 milhões nesse mesmo período em 2013.