Publicado em: terça-feira, 21/08/2012

Missões diplomáticas correm riscos se Grã-Bretanha invadir embaixada do Equador

Missões diplomáticas correm riscos se Grã-Bretanha invadir embaixada do EquadorO presidente equatoriano, Rafael Corrêa, declarou, em uma entrevista para o canal de TV de seu país, que a Grã-Bretanha irá cometer um “suicídio diplomático” caso entre na embaixada do Equador em Londres com o intuito de prender o fundador do polêmico site WikiLeaks, Julian Assange. Segundo Correa, a entrada poderia acabar com as missões diplomáticas dos britânicos.

Julian Assange está hospedado na embaixada equatoriana desde o mês de julho. O ex-hacker conseguiu asilo diplomático do Equador e tenta evitar que a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, onde irá passar por interrogatórios a respeito de supostos casos de agressão sexual e estupro. Assange teme ainda que o governo da Suécia o mande para os Estados Unidos.

Acabar com missões

De acordo com o mandatário equatoriano, se a Grã-Bretanha realmente tentar entrar em sua embaixada, suas missões diplomáticas em todo o mundo correram riscos. Isso porque as pessoas poderão intervir nessas missões e o país não poderá dizer nada a respeito. Corrêa não disse muito sobre quais serão as próximas medidas sobre o caso de Assange e como o governo irá retirá-lo de Londres.

O governo da Grã-Bretanha já disse que não será simples tirar Assange da embaixada do Equador. O presidente equatoriano, por sua vez, afirmou que, se for necessário, irá encaminhar o assunto para a ONU. Corrêa declarou ainda que está esperando ter apoio dos países da OEA (Organização dos Estados Americanos).