Publicado em: segunda-feira, 04/03/2013

Miriam Makeba ganha homenagem do google

Miriam MakebaO Google está prestando homenagem com um Doodle ao 81º aniversário da cantora Miriam Makeba da África do Sul que nasceu na cidade de Joanesburgo e ficou conhecida como “Mama África”. Makeba esteve presente na luta contra do país contra o apartheid e foi grande ativista em pró dos direitos humanos na sua terra natal.

Ela nasceu no dia 4 de março de 1932 e foi batizada como Zenzile Miriam Makeba, e começou a carreira fazendo interpretações de músicas que ficavam entre os ritmos sul-africanos até o blues norte-americano. Mesmo tendo uma boa venda dos seus discos dentro do seu país, Makeba não ficou satisfeita com os valores pagos pelo seu trabalho e tendo a intenção de que promovesse a carreira dela, pensou em ir morar nos Estados Unidos durante o fim da década de 1950.

Mama África fez parte de um documentário contra o apartheid denominado como Come Back, África (Volta, África em tradução livre) e, junto isto com a recepção que ela teve quando compareceu à apresentação no Festival de Veneza no ano de 1960, e também com as condições que o seu país enfrentava, Miriam Makeba decidiu não voltar mais para o a África do Sul, e por causa disso teve o seu passaporte anulado pelo governo daquele país. Ela então partiu para a cidade de Londres na Inglaterra, onde ela conheceu Harry Belafonte, que era um cantor norte-americano que vivia o seu auge e foi uma das pessoas responsáveis para que Makeba pudesse entrar no mercado dos Estados Unidos.

Depois dela testemunhar no Comitê das Nações Unidas contra o apartheid em 1963 e falar da maneira que os negros eram tratados na África do Sul, o governo daquele país ordenou que os discos de Miriam Makeba fossem banidos no país e ela ficou sem direito de regressar ao seu país natal e teve a nacionalidade cassados. Enquanto esteve nos Estados Unidos, Makeba fez a gravação de vários discos que tiveram grande sucesso, e chegou a conquistar o Prêmio Grammy junto com Belafonte no ano de 1966 na categoria de música folk.

No ano de 1968, Makeba se casou com o ativista político Stokely Carmichael, e teve os contratos para gravação cancelados. Os dois então se mudaram para Guiné, onde ela iria virar amiga do presidente Ahmed Sékou Touré. Makeba foi delegada da ONU e este trabalho fez com que ela conquistasse o Prêmio da Paz Dag Hammarskjöld. Ela se divorciou de Carmichael no ano de 1973 e continuou a realizar shows e vender discos na África do Sul, Europa e América do Sul. Ela participou de cerimônias na independência do Moçambique no ano de 1975, quando fez o lançamento da canção chamada de A Luta Continua.

No ano de 1987, dois anos depois da morte de sua filha e de mudar para a Bélgica, Miriam Makeba voltou para o mercado dos Estados Unidos para que participasse do disco de Paul Simon Graceland. Com o final do apartheid, retornou para o seu país no ano de 1990 depois de um pedido pessoal de Nelson Mandela, que a recebeu na chegada ao país. Ainda no seu país de origem, Makeba gravou dois filmes de sucesso contando sobre a época do apartheid até o levantamento de Soweto, que ocorreu no ano de 1976.

No ano de 2001, Miriam Makeba recebeu a Medalha de Ouro da Paz Otto Hahn devido aos seus relevantes serviços a favor da paz e pelo entendimento do mundo. Mama África continuou a fazer shows e anunciou que realizaria uma turnê de despedida que duraria dezoito meses ao redor do mundo. Quando estava se apresentando em um concerto a favor de Roberto Saviano, em Castel Volturno na Itália no dia 9 de novembro de 2008, Makeba teve um ataque cardíaco no palco faleceu durante a madrugada do dia 10 de novembro.