Publicado em: terça-feira, 21/08/2012

Ministro pede condenação de Valério e de seus sócios

Ministro pede condenação de Valério e de seus sóciosO Ministro Joaquim Barbosa votou ontem (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), pela condenação de Henrique Pizzolato, que é ex-diretor do Banco do Brasil. O réu foi condenado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva de acordo com os contratos que foram firmados com as agências do publicitário Marcos Valério. O ministro também pediu a condenação de Valério e de Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, seu sócios, também pelos crimes de corrupção ativa e peculato.

Joaquim Barbosa votou a favor da absolvição do então ex-secretário de comunicação do governo petebista, Luiz Gushiken. A absolvição do réu já havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. No caso foi considerado o fato de que não haviam provas suficientes contra Luiz que comprovassem que ele havia se encontrado com Pizzolato e com os outros publicitários.

Pizzolato era diretor de marketing do Banco do Brasil quando foi divulgado o suposto esquema. Ele era também sindicalista e petista desde os anos 80. Ele foi acusado de participar do desvio de verbas que seriam em benefício do grupo que era liderado por Valério e também do PT.

A procuradoria geral da República acusa Henrique de ter recebido em torno de R$ 326 mil e de também ser o responsável por ter autorizado um adiantamento de R$ 73,9 milhões que eram do fundo Visanet para a agência de publicidade DNA, que também era de propriedade de Marcos Valério, em um acordo com o Banco do Brasil. Ele responde pelos mesmos crimes em que foram indicados seus comparsas. Segundo a procuradoria, a empresa em questão teria se apropriado, de maneira ilegal, de R$ 2,9 milhões durante a execução do contrato com o BB. A defesa diz que todos os repasses foram legais e ainda argumentou que todo o valor ficou com a agência, já que se tratava de um bônus de volume, que é política de incentivo destinada para que ocorresse o aperfeiçoamento das agências de propaganda, que acabaram recebendo um desconto da mídia em que a propaganda seria veiculada de acordo com o número de anúncios.