Publicado em: quinta-feira, 28/07/2011

Ministro espera fechar 2011 com menor déficit da Previdência

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, disse nesta quarta-feira (27) que espera encerrar o ano com o menor déficit do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS), responsável pela Previdência Pública brasileira, na casa dos R$ 39 bilhões. O valor seria o menor dos últimos eles, segundo o ministro, resultaria no aquecimento na geração de empregos no país.

Os dados do Regime Geral da Previdência Social foram apresentados na quarta pelo ministro e mostram que a arrecadação líquida está crescendo em um ritmo maior que o das despesas. Os resultados apontou que nos primeiros seis meses do ano, a arrecadação do INSS cresceu 9,3%, chegando a marca de R$ 111,4 bilhões. Enquanto isso, o pagamento dos benefício aumento apenas 3,8%, ficando cotado em R$ 131,2 bilhões. Dessa forma, o déficit da Previdência diminui 18,9%.

Para o ministro, a desaceleração da economia do Brasil não deve prejudicar a trajetória acentuada da queda do déficit da previdência, que hoje é estimada em R$ 41,3 bilhões. “A Previdência realmente vai chegar ao final desse ano com um resultado bem invejável com relação aos últimos anos”, disse.

Em junho, o INSS emitiu 28,5 milhões em benefícios para previdenciárias, acidentários e assistenciais. O valor médio dos benefícios está em R$ 771,13. O valor é 19,2% maior do que em 2004, quando a Previdência pagava em média R$ 647,19 por benefício.

Mesmo com bons números e resultados, o ministro demonstrou preocupação sobre a desoneração da folha de pagamento. Para ele, ela deve acontecer mas deve ser implementada com cautela. “A desoneração da folha continua a preocupar a Previdência, não há como deixar de colocar isso. Ela tem que ser gradual, não pode de maneira nenhuma ser total, porque pode fazer vítimas, entre elas a Previdência”, afirmou. Garibaldi Alves não disse quando ou como a desoneração deve ser implementada.