Publicado em: quarta-feira, 17/08/2011

Ministro dos Transportes reafirma lealdade à presidenta após PR abandonar base aliada

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR), declarou que deve sua lealdade à presidente Dilma Housseff (PT) após o presidente nacional do seu partido, Alfredo Nascimento, ter anunciado que a sigla estava oficialmente deixando a base aliada ao governo. A declaração de Passos foi divulgada nesta quarta-feira (17), um dia depois do pronunciamento de Nascimento. Passos defende sua lealdade à presidente em si e não ao governo como um todo.

Ao afirmar seu posicionamento perante a situação de abandono da base aliada feita pelo seu partido, Passos defendeu que “os ministros de Estado, sem exceção, devem lealdade, devem prestação de contas de suas condutas e atos à presidenta da República. Eu não me afasto dessa regra nem desse princípio. Não importa a qual partido o ministro pertença.” Passos foi indicado ao Ministério após Nascimento ter pedido demissão do cargo quando as denúncias sobre o caso dos Transportes ganharam intensidade.

Ao fazer o anúncio sobre a decisão do PR, Nascimento discursava no Senado, onde mantém uma vaga representando o Amazonas, e declarou que os cargos ocupados pelos filiados ao partido seriam desocupados. No caso do Ministério dos Transportes, Nascimento afirmou que a vaga não faz parte da cota nacional e depende da decisão de Dilma.

A publicação de uma reportagem pela revista Veja no início de julho mostrou acusações de um esquema de corrupção dentro do Ministério dos Transportes. No primeiro momento, a presidente não exigiua saída do então ministro, mas Nascimento decidiu deixar o cargo. Na sequência, outros 26 funcionários do Ministério e do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) foram exonerados.