Publicado em: quinta-feira, 01/12/2011

Ministro do Trabalho recebeu dois salários por cargos públicos durante mesmo período

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, recebeu novas acusações de ter ocupado dois cargos ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro entre 2000 e 2005, de acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (01) pela Folha de S. Paulo. Ambos os cargos eram políticos e remunerados. Lupi foi acusado recentemente de ser funcionário-fantasma na Câmara de São Paulo, pois recebia o salário, mas não comparecia no local de trabalho para exercer suas funções.

De acordo com a denúncia, Lupi foi nomeado assessor no gabinete do vereador carioca Sami Jorge (PDT, mesmo partido do ministro) em outubro de 2000. Apenas dois meses depois de ter assumido essa função, Lupi também foi nomeado assessor da liderança do PDT na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo as informações da Folha, Sami Jorge afirmou que Lupi “dava expediente todos os dias”, enquanto o ministro declarou que não se lembra das funções que exercia.

Lupi deixou o primeiro cargo em 2005, sendo que já em 2006 o ministro saiu do outro posto. De acordo com a apuração da Folha, Lupi pode responder por improbidade administrativa e peculato, sendo que, se condenado, o ministro pode ser obrigado a devolver todo o dinheiro que recebeu naquele período.

Em comunicado divulgado por meio da sua assessoria de imprensa, Lupi afirmou que vai devolver os valores recebidos que “não estejam dentro da legislação”. Na quarta-feira (30), a Comissão de Ética da Presidência da República recomendou que o ministro seja exonerado do cargo que ocupa atualmente.