Publicado em: domingo, 03/03/2013

Ministro do Trabalho Brizola Neto admite que geração de empregos será menor do que esperada para este ano

Ministro do Trabalho Brizola Neto admite que geração de empregos será menor do que esperada para este anoCom a economia ainda bem abaixo do que é desejável, o novo ministro do Trabalho e do Emprego, Brizola Neto, já passou a admitir que existe uma previsão inferior para a geração de empregos formais no Brasil em 2013, e terá redução do piso que estava estimado para este ano.

Esta previsão otimista para que fossem criados cerca de 1,75 milhão até 2 milhões de empregos dá agora lugar para um cenário em que pode ocorrer um piso de 1,5 milhão. O teto com 2 milhões de vagas ainda foi mantido, porém só se houver um cenário que seja positivo de maneira real, informa o ministro.

O Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou durante esta sexta-feira (1º) que o PIB cresceu muito pouco no ano passado, chegando a apenas 0,9%, o que preocupou analistas sobre as chances de haver uma retomada na economia.

Brizola Neto afirmou que em um país que tem taxa de pleno emprego, a quantidade positiva está tornando-se cada vez mais complicada para ser alcançada e, de maneira principal, quando a quantidade esperada é de dois milhões de empregos a cada ano.

Estas projeções do Ministério do Trabalho são realizadas com intervalos, pois existem duas formas para a medição das novas vagas que são criadas a cada ano, primeiro no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e também da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que faz a inclusão sobre o aumento das vagas nos serviços públicos.

O resultado deste Caged decepcionou no mês de janeiro, tendo criação de 28,9 mil novos trabalhos, contra uma quantidade de 118,8 mil vagas que foram geradas durante o primeiro mês do ano passado.

Segundo a avaliação do ministro, fora as demissões que já eram esperadas por temporários do comércio no mês de janeiro, outra coisa que surpreendeu foi a pouca criação de vagas em setores como o de serviços, que somente neste momento pode captar que há uma retração nas atividades econômicas. O movimento, diz Brizola Neto já chegou a ser superado pela indústria, que é o segmento que criou mais vagas no mês de janeiro, chegando ater 43,3 mil novos empregados.

O ministro diz que se Caged for desdobrado, vai ser apontado de que há alguns pontos interessantes, como por exemplo a retomada dos empregos da indústria. Esse, segundo Brizola Neto é um dos sinais alentadores, pois o aumento da indústria vai sugerir que ocorra um reaquecimento dos outros setores que estão encadeados. Ele ainda diz que a indústria é a primeira que desperta, e assim irá despertando os outros segmentos, e o último deles é o setor de serviços, que teve a maior queda no Caged durante o mês de janeiro.