Publicado em: quarta-feira, 21/05/2014

Ministro do STF reconsiderou a decisão permanece mantendo as 11 prisões do Lava Jato

Ministro do STF reconsiderou a decisão permanece mantendo as 11 prisões do Lava JatoNessa terça-feira (20), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e reveu sua decisão de autorizar a manutenção de 11 prisões da operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), na qual inclui o doleiro Alberto Youssef, que é acusado de estar à frente de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de dividas. Após reconsiderar a decisão, apenas o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa foi permitido a continuar em liberdade.

De acordo com a Justiça Federal, além do ex-dirigente da estatal no petróleo, existem mais dez presos no Brasil e apenas um no exterior, e mais um acusado que está foragido. O ministro só decidiu após o juiz federal do Paraná Sérgio Moro fazer uma advertência que de existia risco de ‘fuga para o exterior’.

Suspendido

Na segunda-feira (19), após avaliar o pedido de Paulo Roberto Costa – um dos 12 presos na operação PF -, o magistrado da corte superior tomou a decisão e determinou a suspensão de todas as ações penais e dos inquéritos que tem relação com o caso, e também ordenou a remessa dos processos ao Supremo. Entretanto, o ministro não separou e divulgou quem deveria ser liberto. “Em face das razões e dos fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive no que se refere aos decretos de prisão”, decreta.

Mediante a decisão, o juiz do Paraná, não hesitou e questionou o ministro através do ofício, em relação ao alcance do despacho. Por meio do comunicado, Moro justificou-se, dizendo que havia mandado que soltassem Paulo Roberto Costa, mas exigiu informações extras sobre a atual situação dos outros detentos. Em resposta à Justiça Federal, Zavascki considerou as afirmações do juiz federal referente a possibilidade de fuga, e por isso deu autorização que os réus da operação Lava Jato permanecessem presos.