Publicado em: sábado, 07/04/2012

Ministro diz que maior desafio para os bolsistas é o idioma

Aloizio Mercadante, o ministro da educação do Brasil, recomendou nesta semana que os estudantes que buscam conquistar bolsas de estudo fora do Brasil pelo programa Federal Ciências Sem Fronteiras já se adiantem com o estudo da língua estrangeira para facilitar a permanência e ingresso das instituições. De acordo com o ministro, o maior desafio para a execução do programa tem sido a dificuldade dos bolsistas em aprender uma nova língua.

O programa já oferecer mais de 14 mil bolsas, sendo que do total, mais de três mil alunos já estão cursando fora do país. O restante deve viajar ainda em agosto.

Mercadante explicou que as dificuldades operacionais são as menores, que o maior desafio mesmo é a proficiência na língua inglesa. O estudante que for selecionada precisa ainda apresentar uma prova com pontuação mínima no Test of English as a Foreing Language (Toefl), uma prova que certifica o nível do inglês.

O ministro informou ainda que o aluno participante do programa pode ficar no país ainda por seis meses para o estudo da língua, antes de iniciar o curso, mas se não alcançar a pontuação mínima não conseguirá ser aceito pelas instituições. O MEC está mobilizando universidades federais e outros órgãos para que seja aumentada a oferta de cursos de inglês para estudantes universitários. A recomendação de Mercadante é que logo que o aluno ingressar no ensino superior, ele busque pelo ensino da língua estrangeira.

O Programa

Em atuação no momento está o terceiro edital do programa, com quase três mil bolsas do formato graduação sanduíche, quando o aluno completa metade do curso no exterior e o resto em seu próprio país.

Os cursos mais priorizados pelo programa são os da área de engenharia e de ciência e tecnologia. As inscrições estão sendo feitas no site do programa até o dia 30 de abril. O próximo edital deve ser lançado ainda em maio, incluindo os países Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. O governo brasileiro ainda está em negociação com Irlanda, Noruega, Índia e Finlândia. Segundo Mercadante, existe também uma forte demanda de pesquisadores e professores estrangeiros com interesse em atuar no Brasil.