Publicado em: domingo, 05/01/2014

Ministro da Fazenda acalma os “nervosinhos” de plantão

Ministro da Fazenda acalma os nervosinhos de plantãoO Superávit primário (gastos para pagamento da dívida pública) registrou uma economia com cerca de R$75 bilhões e atingiu a meta estabelecida em 2013 para todo o ano, foi o que informou o Ministro da Fazendo Guido Mantega. Para ele isso foi uma forma de acalmar os “nervosinhos” que não acreditavam que o Governo não cumpriria a meta.

O anúncio foi dado antecipadamente, pois os dados sempre são divulgados no final de janeiro. “Havia analistas dizendo que não cumpriríamos a meta. Isso vai acalmar os que estavam nervosinhos”, concluiu Mantega.

Com um superávit de cerca de R$14 bilhões em dezembro, essa medida foi uma prova de recuperação de credibilidade perdida na área fiscal. Uma boa notícia para os investidores de todo mundo. “A arrecadação está crescendo nos últimos meses, nós estamos colhendo agora os frutos de ações que foram feitas ao longo de 2011/2012 no sentido de estimular o crescimento da economia.”

Os gastos que tiveram maior crescimento de janeiro a novembro foram os dos Ministérios que subiram 22,5% ,que mostra um aumento significativo e talvez, se confirmado, será o maior valor desde 2007. As despesas com investimentos tiveram um aumento menos significativo de janeiro a novembro do ano passado, cerca de 6,4%. Se confirmado esses dados, será a menor alta da história que começou em 2007, quando se iniciou a histórica série do Tesouro Nacional.

Ainda sem fechamento, os números não foram divulgados pelo governo, mas a Presidente Dilma Rousseff, com o apoio da Secretaria do Tesouro Nacional, aprovou as novas modalidades de parcelamento especiais para contribuintes em dívidas com o Governo Federal.

Com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a compra de veículos, houve um acordo entre o Governo e as empresas para que não houvesse demissões.

Esse acordo permitiu e impediu a queda nas vendas dos veículos novos. Mesmo com resultados fracos no ano passado, as vendas de caminhões subiram em 13,02% e as de ônibus cerca de 20,58% assim somando 35,6 mil unidades.

Porém, o imposto voltou a subir gradativamente para suas alíquotas originais. O reajuste, que não será integral, mas parcelado em duas vezes ao longo do ano, começa este mês e terá um novo aumento em Julho.