Publicado em: quinta-feira, 04/08/2011

Ministro da Defesa faz comentários negativos a respeito de representantes do governo

As declarações feitas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), à revista Veja sobre ter votado no candidato da oposição, José Serra (PSDB), nas eleições presidenciais de 2010, ao invés de ter escolhido a presidente Dilma Housseff (PT), fez com que representantes do governo especulassem que o ministro fosse exonerado do cargo. Além da sua entrevista à Veja, Jobim também falou com jornalistas da revista Piauí e, nesse caso, comentou que considera a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, “muito fraquinha”.

Em resposta aos comentários de Jobim a respeito da sua pessoa, Salvatti afirmou “Para um ministro da Defesa, Jobim está indo muito para o ataque.” Além disso, a ministra considera que os comentários proferidos pelo colega do governo “eram desnecessárias”. Depois de ter atingido a ministra nomeada por Dilma, Jobim também contou que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “mal conhece Brasília”. Com a sequência de opiniões ofensivas, líderes da base governista acreditam que é apenas uma questão de tempo até que ele deixe o governo.

O ministro da Defesa é mais um dos nomes que permanece no governo desde a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A chegada de Jobim foi marcada em 2007, quando o Brasil estava passando pela crise do sistema de transportes aéreos.

Entre os motivos para a permanência de Jobim no seu cargo está a confiança que as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) depositam no ministro. Enquanto ainda estava sob o comando de Lula, Jobim tentou viabilizar a compra de uma nova frota para a Força Aérea Brasileira, mas não teve sucesso.