Publicado em: quinta-feira, 22/05/2014

Ministra do TSE determina a suspensão do vídeo produzido pelo PT: “Fantasmas do Passado”

Ministra do TSE determina a suspensão do vídeo produzido pelo PT: Fantasmas do PassadoNa última sexta-feira (16), a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Laurita Vaz determinou por uma liminar a suspensão do vídeo “Fantasmas do passado”, no qual estava sendo veiculada nacionalmente pelos veículos de comunicação – rádio e TV -, produzido pelo PT, que trata sobre o tema das conquistas sociais que aconteceram nos últimos anos. A determinação foi publicada nessa segunda (19), ela se deu, em razão da representação que foi apresentada pelo PSDB.

Por meio de nota, o PT disse ter apresentado a defesa junto ao TSE e que irá se manter no aguardo pela decisão final do tribunal, para então poder manifestar a opinião sobre o assunto. Na propaganda que foi exibida na semana passada, mostra que o “Brasil não quer voltar atrás” e não pode permitir que “os fantasmas do passado voltem”.

‘Propaganda eleitoral antecipada’

No comercial existem pessoas empregadas, que estudam e tem acesso a remédios, porém, que enxergam situações piores quando se lembram do passado e – como mostra no vídeo -, ainda estavam à procura de emprego, levando uma vida difícil, tendo que lavar carros no semáforo e sem poder ter acesso a remédios, como tem atualmente. “Mesmo que o teor da peça não imponha, como pretende o representante (PSDB), a conclusão de tratar-se de ‘propaganda eleitoral antecipada’, exibe ainda que de forma dissimulada, para a continuidade do atual Governo, com associação de imagens e ideias negativas ao passado”, comenta.

De acordo com o TSE, essa decisão só será válida para a exibição na cadeia de rádio e TV, e não se expande para a veiculação na internet. A ministra também já havia proibido a divulgação de outra propaganda do PT, que foi exibida em 6 de maio deste ano, e que tinha como destaque a presidente Dilma Rousseff. A decisão para essa propaganda foi julgada por também ‘sinalizar’ a permanência da presidente no poder.