Publicado em: sexta-feira, 29/06/2012

Ministra das Relações Institucionais critica 10% do PIB para a educação

Depois da aprovação do projeto de lei sobre 10% do PIB para a educação, Ideli Salvatti, ministra das relações Institucionais fez duras criticas ao projeto ontem. Ela acredita que a aprovação feira pela Câmara dos Deputados de que o investimento em educação deva chegar a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 10 anos é inviável para o governo. Essa foi uma das metas apresentadas dentro do projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) e foi a que ganhou mais destaque. Além dos 10% do PIB para a educação também foram estabelecidas outras 20 metas na área de educação no Brasil e que também possuem o período de 10 anos para serem alcançadas.

Atualmente investimento da educação é de 5,1% do PIB

De acordo com dados recentes, o país investe 5,1% do valor do PIB em educação. Mas segundo Ideli seria impossível alcançar 10% em 10 anos. Ela ressaltou que de 2003 até hoje os dados passaram de 3,5% para aproximadamente 5,1%. Ideli questionou se alguém acredita nesta possibilidade, pois na sua visão o governo não tem condições para isso. A proposta apresentada pelo governo era de 7,5% para os próximos 10 anos, mas os movimentos sociais e uma parte dos parlamentares exigiu que fossem mantidos os 10%. Com essa pressão, mantiveram-se então os 10%. Na última terça-feira foi aprovada, por unanimidade, a proposta de 10% do PIB para a educação. Mas segundo Ideli essa aprovação deve ser observada de maneira menos otimistas, pois se trata de um ano eleitoral e isso deve ser levado em consideração, pois deve ter influenciado a expectativa.

PNE também prevê outras metas da educação básica

Além da presença dos investimentos do governo em educação pública, o PNE também mantém metas sobre a ampliação de creches, aumento salário dos professores, erradicação do analfabetismo e estudo em tempo integral em 50% das escolas mantidas pelo governo. Essas metas do PNE têm prazo para ocorrer em 10 anos a partir da sanção presidencial.