Publicado em: quinta-feira, 22/05/2014

Ministério Público Paranaense investiga morte de bebê de 47 dias de vida após hospital particular negar leito de UTI neonatal

Ministério Público Paranaense investiga morte de bebê de 47 dias de vida após hospital particular negar leito de UTI neonatalO Ministério Público do Paraná abre investigação para apurar as responsabilidades do hospital particular Vita na morte do bebê Davi Luccas Alves, segundo os pais da criança Davi passou mal e precisava ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva neonatal.

Após chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, a criança foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade, lá o bebê recebeu os primeiros socorros, porém os pais foram avisados pelos médicos de que ele precisaria ser transferido para uma UTI.

A espera dos pais foi longa para a localização de uma vaga para Davi, como nenhum outro hospital da região possuía a vaga para o atendimento do bebê, os responsáveis pela UPA passaram a recorrer a hospitais particulares da região e uma vaga foi localizada no Hospital Vita.

Segundo informações de funcionários da UPA até um helicóptero foi disponibilizado para a família de Davi, caso a remoção da criança fosse ocorrer, porém como os sinais vitais da criança não estavam estabilizados o trajeto via helicóptero foi descartado.

O menino permaneceu no setor de emergência da Unidade de Pronto atendimento para aguardar a definição de ser ou não transferido, porém o pai do garoto, Eduardo Alves, relata que o que impossibilitou que seu filho fosse atendido no hospital Vita foi o fato de deles não terem o valor de R$ 65 mil que foi estipulado pelo hospital para que o bebê pudesse ser internado.

Como os pais da criança não possuíam esse valor eles aguardaram e uma nova vaga surgiu no Hospital do Trabalhador, porém já era tarde demais, Davi Luccas chegou a ser levado de ambulância até o hospital mas ele não resistiu a duas paradas cardíacas que teve durante o trajeto e morreu.

Em nota a direção do hospital particular Vita declarou que em nenhum eles foram informados que a criança necessitava ser transferida para lá, eles informaram através da nota que o atendimento não foi realizado porque os responsáveis pela UPA entraram em contato apenas para saber se havia a vaga e questionou sobre os valores que seriam necessários para proceder a internação do bebê.