Publicado em: terça-feira, 08/04/2014

“Meu Pedacinho de Chão” é uma proposta inovadora e funciona como um experimento para um novo formato de telenovela

Meu Pedacinho de ChãoA nova novela das seis da Rede Globo, dispensa comparações com seu formato inovador, não tem nada a ver com referências, como: Tim Burton, Fellini, Cao Hamburguer, Monteiro Lobato, Júlio Verne e até Dias Gomes. Porém, para quem conhece a obra do diretor Luiz Fernando Carvalho na televisão sabe que a inovação estética parece ser sempre uma meta a ser cumprida, um exemplo disso, foi na novela “Renascer”, de Benedito Ruy Barbosa, produzida e exibida em 199, o diferencial no visual, fez toda a diferença.

Após esse, ele não parou mais de fazer de suas produções, as mais bem aceitas pelo público, depois de renascer vieram outros trabalhos, como “Hoje é Dia de Maria”, “A Pedra do Reino”, “Capitu”, “Afinal, o Que Querem as Mulheres?” e “Suburbia”. Em “Meu Pedacinho de Chão”, que estreou nesta segunda (7), tem tudo o que Luiz Fernando já fez e até mais. O resultado visual surpreendeu positivamente. Tudo parece minimalista, cheio de detalhes, cores e muita vida. A princípio, o exagero de cores confunde os olhos pouco acostumados.

É exatamente uma grande diversidade colorida nunca vista antes em uma novela. Por conta disso, ela está sendo classificada como um marco na inovação de novelas. Sem medo de arriscar, “Meu Pedacinho de Chão” pode ser levado até mesmo como um experimento, para ver o grau de aceitação do público, e parece ter sido muito bem recepcionado.

Foi assim, fazendo “experimentos” que a teledramaturgia se estabeleceu em 1970, um exemplo que veio um pouco depois, foi “Cordel Encantado”, que foi um experimento e teve um bom resultado. Outras propostas estéticas estão surgindo, e já começaram a aparecer, como na novela das sete, “Além do Horizonte”, que ainda está no ar. A televisão e o gosto dos telespectadores tem se adaptado as mudanças, ocasionando uma mudança gradativa e futurista nos formatos das telenovelas.

Zelão manda incendiar a escola

No capítulo de Meu Pedacinho de Chão dessa terça-feira (8), Catarina não deixa Ferdinando ir embora. Juliana é gentil com dona Tê. Zelão avisa a Giácomo que o Coronel Epaminondas não quer que nenhuma criança vá para a escola. Juliana se emociona ao ver a escola. Mãe Benta se preocupa com o jeito que Zelão fala sobre a professora. Pituca pede para Amância preparar um café para Serelepe. Zelão fala sobre Juliana para o Coronel Epaminondas e ele o manda incendiar a escola. Giácomo se surpreende ao saber que Ferdinando foi expulso de casa. Zelão compra querosene na venda de Giácomo.

Coronel Epaminondas manda Rodapé levar Juliana para falar com ele. Catarina ameaça ir embora com Ferdinando se o marido insistir em mantê-lo longe de casa. Gina não deixa Rodapé levar Juliana para a fazenda. Coronel Epaminondas proíbe Catarina e a filha de irem embora da fazenda com o carro. Gina destrata Ferdinando na venda de Giácomo. Coronel Epaminondas se enfurece com Rodapé por não ter cumprido suas ordens. Catarina desiste de ir embora. Pituca leva bolo para Serelepe. Coronel Epaminondas ordena que Zelão obrigue Juliana a falar com ele. Gina aponta a arma para Zelão, mas Juliana aceita ir com ele até a fazenda falar com Epa. Zelão teme o que o coronel possa fazer contra a professora e a manda voltar para casa.

Nos próximos capítulos de Meu Pedacinho de Chão, Ferdinando se apaixonará pela professora Juliana. Mas ele também terá uma relação intensa com Catarina, a madrasta interpretada por Juliana Paes na história. O ator que faz o papel, afirma que eles têm uma conexão, uma afinidade que beira a atração. “Os dois são como imãs, se atraem e se repelem”.

Ele também explica que o diretor Luiz Fernando Carvalho procurou, nos meses em que ensaiou com o elenco da novela, explorar todas as relações que existem entre os personagens mas que não aparecem explicitamente no texto de Benedito Ruy Barbosa. A vida de Ferdinando se baseia na ausência da aceitação do pai por sua profissão, que queria que o filho fizesse carreira na vida pública, para manter o poder na família. Mas o rapaz é um poeta da terra, um apaixonado pela natureza.