Publicado em: sábado, 07/06/2014

Metroviários decidem manter paralisação neste sábado após realização de Assembleia na noite desta sexta-feira

Metroviários decidem manter paralisação neste sábado após realização de Assembleia na noite desta sexta-feiraSem chegar a um acordo em audiência realizada nesta sexta-feira entre sindicalistas e também o metrô de São Paulo, os metroviários decidiram após realização de assembleia que a paralisação nos serviços está mantida por mais um dia em São Paulo.

Os metroviários estipulam um aumento de 12% do salário e na audiência desta sexta-feira o metrô manteve os 8.7% que já havia sido ofertado aos grevistas, está prevista para ocorrer neste sábado uma nova assembleia para que os rumos da greve sejam decididos, ainda neste final de semana o Tribunal Regional do Trabalho deve manifestar sua decisão a respeito da paralisação dos metroviários de São Paulo e declarar se a greve será considerada ilegal ou não.

O aumento salarial que será dedicado aos metroviários também deverá ser decidido ainda neste final de semana, na assembleia em que ficou decidida a continuação da paralisação o presidente do sindicato Altino Melo Prazeres, discursou e disse que os metroviários podem repetir o grande feito das manifestações do ano passado, em que o Movimento do Passe Livre foram as ruas protestar contra os aumentos de passagens de ônibus.

O presidente também solicitou apoio de outras centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores e também da Força Sindical, caso haja qualquer tipo de repressão ao movimento de paralisação, Altino pediu para que as centrais se juntem a causa dos trabalhadores caso o governo se manifeste contra o movimento.

Adriana Ferreira que dirige o Sindicato dos Bancários declarou que todos os sindicatos que integram a Central Única dos Trabalhadores estão à disposição dos metroviários para que sejam somadas forças para a greve.

Os metroviários não irão cumprir a exigência imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho que prevê que 70% dos funcionários devem trabalhar durante o dia e o número total deles devem trabalhar nos horários de pico, na assembleia também foi aprovada mais uma vez a liberação das catracas e também o corte do ponto dos funcionários, como alternativa à greve, porém segundo os grevistas estas medidas só serão tomadas caso o governo do Estado as aceite.

Estiveram na assembleia realizada nesta sexta-feira militantes do Movimento Passe Livre, além do Movimento dos trabalhadores Sem Teto, além do movimento Estudantil, a audiência realizada nesta sexta-feira foi solicitada tanto pelo Metrô quanto pelos metroviários e foi mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho, esta foi a quinta reunião em que não se chegou a nenhum acordo.