Publicado em: quinta-feira, 24/05/2012

Mesmo depois de apelo do ministro, greve das universidades federais continua

As greves nas universidades federais continuam mesmo com o apelo feito por Aloizio Mercadante, ministro da Educação. Ele pediu aos professores que a greve fosse suspendida. No entanto, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) disse ontem, no final do dia, que a paralisação vai continuar até que o governo atenda as reivindicações. Mariana Barbosa, presidente do Andes, disse que o pedido do ministro demonstra a força da greve que já conta com o apoio de 44 universidades, além do auxílio dos próprios estudantes e funcionários. Segundo ela, o debate com o governo vem ocorrendo desde 2010 e o prazo do governo era 31 de março. No entanto, nada foi oferecido aos professores. Barbosa disse que o governo não apresentou nenhuma proposta. Embora os professores ganharam 4% de aumento e gratificações, a reestruturação da carreira não foi cumprida.

Ela argumenta que a categoria está negociando há pelo menos dois anos e o governo não mostra predisposição para resolver o problema. Segundo Barbosa, a universidade pública está precarizada e com muita crise em função da expansão das universidades. A greve nacional teve início no dia 17 e o movimento deve continuar até que o governo responda às demandas. A proposta deverá ser levada para assembléia para que a categoria decida o que será ou não feito. Mas nem essa proposta, segundo Barbosa, o governo não fez ainda.

Professores querem acréscimo de titulação e reestruturação do plano de carreira

As principais reivindicações da classe acadêmica são: a incorporação de gratificações no salário final, o acréscimo de salário de acordo com a titulação, melhorias das condições de trabalho e melhoria dos planos de carreira nas universidades que tiveram auxílio do Reuni. Os professores pedem ainda aumento do piso salarial para R$ 2.329,35. Essa estimativa foi feita de acordo com o valor calculado pelo Dieese.