Publicado em: terça-feira, 27/05/2014

Mesmo com decisão judicial, pacientes continuam esperando por exames e cirurgias na rede pública de saúde

Mesmo com decisão judicial, pacientes continuam esperando por exames e cirurgias na rede pública de saúdeNeste domingo (25), a reportagem do Fantástico exibiu uma reportagem em que mostra as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros que dependem da rede pública de saúde, os pacientes, mesmo debaixo da decisão judicial não conseguem fazer cirurgias e exames. A ausência de estrutura e a desorganização que acontecem nos hospitais foram destacados no relatório feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo esse levantamento, em média 81% dos hospitais visitados pelo TCU, os administradores do local assumem que faltam profissionais para atender o número de pacientes que buscam por atendimento, deixando a desejar nesse aspecto. De acordo com uma declaração feita pelo órgão, na maioria dos estados, o problema é frequente e há menos leitos disponíveis do que o necessário. Só em janeiro de 2011 e agosto de 2013, a rede pública de saúde perdeu 11.576 leitos, o que significa que são 12 leitos fechados no dia e 1 a cada 2 horas. Além disso, os técnicos do TCU puderam identificar 2.389 de leitos interditados pela falta de médicos, enfermeiros e equipe de apoio para atender o público.

Falta de estrutura

Quando questionados sobre a situação, o Ministério da Saúde afirma que está em fase de contratação demais profissionais para conseguir atender a demanda, e o valor gasto com a saúde também deve aumentar para que se possa se enfrentar esses tipos de problemas. “O Ministério da Saúde tem feito investimentos importantes no reequipamento desses hospitais, são mais de R$ 600 milhões, nos últimos 3 anos.

Tem feito também intervenção em obram ampliação, reforma e construção de hospitais”, destaca Fausto Pereira dos Santos, secretário de Atenção à Saúde. Onde pode se ver com mais clareza a falta de estrutura e o déficit que a saúde brasileira sofre a cada ano, é em Cuiabá, quem confirma é Dona Alaíde, de 62 anos que sofreu de dois aneurismas desde abril deste ano. No relatório médico entregue a ela, a alertava do risco de morte e o mesmo foi dito por duas semanas seguintes, a solução seria uma cirurgia, contudo, mesmo com a liminar da justiça obrigando o hospital a realizar, não foi feita. “Infelizmente ela faleceu”, conta com pesar a filha de Dona Alaíde.