Publicado em: quinta-feira, 30/01/2014

Mercados Argentinos chegam a ficar com 46% de desabastecimento por conta da crise cambial

Mercados na Argentina chegam a ficar com 46% de desabastecimento Na Argentina, a crise cambial está afetando totalmente o desabastecimento dos mercados, problema que já esteve pairando sobre o país por causa da crise cambial que fez com que está seja a maior desvalorização sofrida pela moeda local, o peso, desde o mês de março de 2002. Representantes de vários setores, como as de supermercados e de alimentos, se reuniram com o secretário de Comércio interior, Augusto Costa, que entrou no lugar do polêmico Guillermo Palermo, reconheceu que em alguns supermercados, a escassez de produtos já chega a marca de 46%, ou seja, praticamente metade do valor total. Para mostrar que a denúncia estava correta, Augusto Costa mostrou para os presentes uma foto que foi tirada de uma prateleira de garrafas de Coca-Cola quase que vazia.

Duas exigências foram feitas pela Casa Rosada aos empresários locais: que não é para repassar a desvalorização, que neste mês ultrapassa os 20%, aos preços e ainda, para evitar a falta dos produtos. Além disso, em casos extremos, as lojas foram ameaçadas de serem fechadas.

De acordo com o chefe de gabinete, Jorge Capitanich, o Estado tem várias maneiras para conseguir controlar o comércio, como por exemplo, aplicar multas pelo não cumprimentos de acordos, o conhecido Plano de Preços Cuidados, ou ainda de fechar os estabelecimentos.

Anteriormente a está declaração, o ministro da Economia, Axel Kicillof, acusou alguns proprietários de comércios a “mentirem e roubarem”. No modo de pensar do governo de Kirchner, os cortes de preços que aconteceram nos últimos dias, em alguns casos chegando até a 30%, não há justificativas. Diego Bossio, diretor executivo da Anses (INSS argentino), relatou ontem que as empresas de materiais de construção aumentaram de forma absurda os preços, prejudicando assim os programas habitacionais do atual governo. Ele ainda declarou que eles não vão permitir que o sonho de muitas famílias de terem a própria casa seja frustrado por causa da ação de especuladores.