Publicado em: sábado, 07/04/2012

Mercado de motos perde 7% no 1º trimestre

Durante o primeiro trimestre de 2012 houve queda na quantidade de motocicletas comercializadas no país. As fábricas produziram e repassaram para as concessionárias 468.493 motocicletas. Esse número representa uma queda de 7% em relação aos três primeiros meses de 2011. No ano passado a quantidade comercializada nesse mesmo período foi de 503.646 unidades.

Além das vendas, a produção nacional dos veículos também diminuiu 4%. Em 2011 foram produzidas 533.082 motocicletas, sendo que agora a quantidade não passou de 509.545 unidades de janeiro a março. Esses dados foram divulgados essa semana pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, a Abraciclo.

Somente em março a queda foi de 5% em relação ao mesmo mês de 2011, totalizando 164.688 unidades. Houve, no entanto, uma elevação de 11% se comparado a fevereiro deste ano. Porém, esse crescimento ante fevereiro não representa grandes mudanças, pois as vendas diárias caíram de 7.844 unidades para 7.486 unidades. Isso se deve a quantidade de dias úteis para as vendas.

Já as aquisições, número baseado na quantidade de emplacamentos feitos no período, apresentaram um pequeno avanço. Foi 1% de aumento se comparados os meses de janeiro a março de 2012 com o mesmo período de 2011. De acordo com a Abraciclo, o crescimento de 1% se deve ao trabalho das marcas na promoção de campanhas promocionais aliada com a facilidade nas vendas.

De acordo com Moacyr Alberto Paes, representante da Abraciclo, essa quantidade nas vendas se deve ao recuo de preços e os descontos dados para as empresas. As concessionárias tiveram que mudar as estratégias de vendas já que houve uma maior restrição de crédito por parte dos bancos. As vendas ficaram menores do que a quantidade de itens fabricados. A produção de março subiu 17% enquanto as vendas diárias ficaram estáveis, com apenas 1% a mais. O que tem crescido são as exportações. No primeiro trimestre houve um aumento de 71% na quantidade comparando-se com os mesmos meses de 2011.