Publicado em: quinta-feira, 17/10/2013

Mercadante admite condições de ensino, mas afirma greve deve acabar

Mercadante admite condições de ensino, mas afirma greve deve acabarO ministro da Educação, Aloizio Mercadante, repreendeu as ausências e greves de professores, a maioria com duração de até dois meses em diversos municípios do país. Ele salientou que entende que as atuais condições de ensino não são ideais, porém afirmou que é necessário haver um acordo. Mercadante lembrou que em três anos que a pasta de educação está em suas mãos, o reajuste foi de 64%. O ministro se pronunciou durante evento do 5º Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Tutelar.

Mercadante polemizou ao falar que os professores precisam parar de faltar, pois os prejuízos de tantas paralisações recaem aos alunos, afirmou que não se recupera este tempo perdido na questão de aprendizagem. “Condições de trabalho não podem justificar as ausências na sala de aula”, disse o ministro.

A greve teve início em agosto no Rio de Janeiro, onde os professores municipais se manifestaram solicitando a formação de um projeto de cargos que proporcionasse à classe progressos financeiros nos cargos e salários. Os educadores estaduais também aderiram à greve. Foi sugerido pelo Ministério Público que voltassem às aulas como forma de não atrapalhar os estudantes que prestarão o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no final deste mês. Entretanto a categoria informou que só voltará quando transações entre o sindicato acabar com a greve nas duas redes de ensino.

Em Goiânia, professores da rede municipal também estão parados desde o dia 25 de setembro. No estado de Mato Grosso, a greve dos educadores do estado já perdura 66 dias.

Enquanto discorria no evento, Mercadante argumentou que as recomendações para gerentes municipais e estaduais de educação seja fundamentada em avaliação curriculares. Defendeu o fim da sugestão política para o cargo de dirigente educacional. Afirmou que seria mais justo, pois o gestor teria que se aprofundar em os projetos do MEC, com qualificação e formação apropriada, desta forma, segundo ele, acabaria com apadrinhamentos políticos.