Publicado em: segunda-feira, 01/10/2012

Mensalão – Supremo deve encerrar hoje votos sobre compra de votos da base aliada

Mensalão – Supremo deve encerrar hoje votos sobre compra de votos da base aliadaDeverão ser concluídos ainda hoje (1º), pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os votos relacionados aos 13 réus que integram os partidos da base aliada que fazem referência ao primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que foi de 2003 a 2006. Esta sessão será a 30ª do julgamento, que completará dois meses amanhã.

Já no início da sessão, o ministro Dias Toffoli deverá terminar de apresentar o seu voto, que foi interrompido bem no meio na sessão de quinta-feira, para que participasse da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que integra.

Logo depois o ministro Marco Aurélio vai apresentar seu parecer, seguido de Celso de Mello e do presidente da casa Ayres Britto. Eles se pronunciarão falando sobre as acusações que vão contra alguns deputados, como também ex-parlamentares e os então assessores dos partidos PL (atual PR), PTB, PP e PMDB que estão sob julgamento por terem aceitado dinheiro do PT para que houvesse uma troca no apoio político. Na última semana, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e outros oito réus que integram o núcleo político já foram condenados por grande maioria dos ministros por terem recebido grande fatia de dinheiro das empresas do publicitário Marcos Valério (que já foi apontado como o operador do mensalão), sob o comando do PT. Jefferson declarou na última sexta-feira (28) que não é “vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo”.

O supremo está atualmente com apenas dez, dos onze ministros (o décimo primeiro ministro que foi indicado, Teori Zavascki, ainda não teve o término de sua sabatinação pelo senado). Cada réu terá que receber pelo menos seis (ou mais) votos para se condenado por maioria. Ao total, são 13 réus que estão fazendo parte desta fatia que faz referência ao item 6 da denúncia. Os acusados por corrupção passiva, como também por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha são: Pedro Henry (PP), Pedro Corrêa (PP), João Cláudio Genú (PP), o deputado Valdemar Costa Neto (PL) e Jacinto Lamas, que é ex-tesoureiro do PL. Antônio Lamas, que é o irmão de Jacinto, que ainda está respondendo pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, foi absolvido de todas as imputações por maioria dos ministros.